terça-feira, 30 de agosto de 2011

Brasil importa resíduos de garrafas PET

Mesmo sendo o segundo País do mundo que mais recicla garrafas de politereflalato de etileno (PET), atrás apenas do Japão, o Brasil ainda precisa importar o resíduo da reciclagem para atender a demanda das indústrias que utilizam o produto.
São recicladas atualmente no País 253 mil toneladas do material, correspondente a 55% de todas as embalagens produzidas. A taxa supera a reciclagem de Países como EUA (que recicla 23,5%), Argentina (27%), Europa (40%) e México (15%). Os outros 45% do PET reciclável são desperdiçados em lixões, aterros ou jogados irregularmente em rios e mares.

 
Brasil recicla 55% de sua produção de PET.
“A importação de sucata revela uma falha muito grave, uma falência das instituições brasileiras e da organização dos municípios para a reciclagem do lixo”, alertou o especialista em lixo e reciclagem Sabetai Calderoni, em entrevista ao programa Bom dia Brasil, da TV Globo, exibido no dia 12 de abril.

O aumento da reciclagem no país desde 1994 foi de 1.850%. 253 mil toneladas recicladas em 2008, ante apenas 13 mil em 1994. Hoje o Brasil recicla quase 20 vezes mais do que reciclava no século passado.
Apesar disso, o país consome quase seis vezes mais PET para produzir embalagens novas, portanto, a quantidade de resíduos é maior que no início da medição. O consumo em 2008 chegou a 462 mil toneladas contra 80 mil em 1994.
Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu, afirma que “hoje existem várias iniciativas de empresas e de outras organizações que realizam ações de coleta seletiva e a reciclagem, mas nosso foco continua sendo a sensibilização e educação do consumidor”. Segundo ela, o consumidor deve ter consciência de seu poder de consumo, fazendo escolhas que causem o menor impacto ao meio ambiente.”
  A produção a partir de materiais reciclados permite uma exploração mais sustentável dos recursos naturais, já que o reuso evita a extração de novas matérias-primas e economiza água e energia.
No caso das garrafas PET, a produção da resina a partir de material reciclado consome apenas 3% de energia originalmente necessária para produção da resina virgem, segundo a Abipet.
Indústria Têxtil é a que mais consome PET reciclado
No Brasil, a indústria têxtil é a que mais se beneficia da reciclagem de garrafas PET. Do volume reciclado em 2008 (do senso divulgado pela Abipet – Associação Brasileira da Indústria do PET), 38% foram absorvidos pelo setor. Esse número ainda vem crescendo a cada ano.
O resíduo tem diversas utilidades. É utilizado como matéria prima para confecção de vestuário, mantas e cobertores, brinquedos, utensílios domésticos (baldes, vassouras e prendedores de roupas), carpetes e forrações (100% das montadoras de automóveis no Brasil utilizam carpetes de PET reciclado).
Fonte: Instituto Akatu
Imagens: SXC.hu

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