sábado, 28 de agosto de 2010

Sua urina pode salvar o mundo – saiba como


Porque deixar seu xixi ir ralo abaixo quando ele pode ser usado para recarregar seu celular? Muita calma, não vá se aliviar no aparelho ainda! De acordo com o cientista Shanwen Tao, a urina pode nos ajudar a resolver o problema de abastecimento de energia mundial.




Tao é um químico e ele acredita que o “ouro líquido” que você rejeita pode fornecer energia suficiente para o funcionamento de fazendas e de escritórios.



O primeiro argumento do cientista é que, ao contrário de combustíveis fósseis, urina é abundante e renovável. Temos quase 7 bilhões de pessoas no mundo produzindo cerca de 10 bilhões de litros de urina diariamente. Adicione os animais que criamos a essa mistura e você terá uma idéia da enorme quantidade de xixi que é produzida no mundo.



Obviamente que todo esse esgoto é um problema. Se deixarmos o xixi ir direto para as águas, sem passar por um tratamento, ele pode arruinar completamente alguns ecossistemas. Além disso o próprio ato de tratar o esgoto consome energia – só os Estados Unidos, 1,5% de toda a energia produzida no país é gasta no tratamento de esgoto.



Então seria uma boa para o Meio Ambiente (e isso inclui você) se a urina parasse de ser despejada nos rios e se seu tratamento não consumisse tanta energia.



O hidrogênio, hoje, pode ser usado para movimentar nossas máquinas, é retirado em grandes quantidades de combustíveis fósseis. Mas é difícil de estocar e de distribuir o hidrogênio assim. Outro método que pode ser utilizado é dividir as moléculas de água durante o uso da máquina, liberando o hidrogênio. Mas é necessária muita energia para dividir a água.



Então por que não usar urina em vez de água? A composição da urina possui hidrogênio e ela é uma substância mais simples de ser dividida.



Segundo Tao esse método, por ser simples e necessitar apenas de um eletrodo, poderia ser usado em lugares remotos para carregar seu celular ou então ligar um rádio.



Uma outra aplicação, dessa vez em larga escala, seria em fazendas criadoras de gado, por exemplo. Se o xixi das vacas fosse separado dos “resíduos sólidos” ele poderia ser usado para fornecer a energia para as máquinas do local (mas como alguém separaria o xixi do esterco da vaca ainda é um mistério).



Talvez a urina não seja a solução ideal ou final para nossos problemas com energia, mas quanto mais fontes de energia verde e renovável tivermos, melhor. [Gizmodo]

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nova fonte de energia alternativa: eletricidade retirada do ar


A nova forma de geração de energia está sendo chamada de higroeletricidade  – que significa eletricidade vinda da umidade. E cientistas já estão construindo aparelhos que sejam capazes de coletá-la.
Ela funciona coletando gotículas de água eletricamente carregadas na atmosfera. Estudos recentes provaram que essa água não é eletricamente neutra. Essa água realmente pode acumular energia e transferir isso para outras superfícies com as quais entra em Contato 
Isso significa que, no Futuro, em áreas com alta umidade, a energia poderia ser coletada da água da mesma forma com que painéis solares conseguem coletar a energia da luz. Aparelhos similares também pode, em teoria, ser usados para prevenir a formação de raios. [Gizmodo]

Bactérias estão comendo a mancha de petróleo na costa americana

Já se vão mais de 4 meses desde o desastre petrolífero que derramou quase 800.000 litros de óleo no Golfo do México. Já demos um panorama geral sobre o que foi o problemas, mas também explicamos que o homem não tem nenhum malefício para a saúde diretamente do petróleo. De qualquer maneira, é uma catástrofe, porque a vida marinha é prejudicada. Mas pesquisas recentes indicam que a mancha sumiu quase completamente. O motivo? As bactérias estão comendo o óleo.
Os cientistas realmente desconheciam essa bactéria marinha. Por conta disso, o sumiço gradativo e contínuo da mancha, que vinha sendo observado nas últimas semanas, era um mistério biológico. O segredo da fome que as bactérias apresentam pelo petróleo, no entanto, revelou-se muito simples: oxigênio. É o oxigênio presente no petróleo que as bactérias desejam consumir, mas acabam dando conta de eliminar todo o material. No DNA das bactérias, conforme descobriram os cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, há uma variedade de enzimas sintetizadoras de hidrocarbonetos.
As companhias de combustíveis, no futuro, poderão fazer uso dessas bactérias, por duas razões. De acordo com os pesquisadores: uma vez que elas degradam o petróleo naturalmente, podem fazer o trabalho de separar os componentes do material (processo que apresenta um alto custo), embora ainda não haja tecnologia para proporcionar isso. Além disso, pode-se descobrir onde há mais petróleo escondido por aí, basta monitorar as colônias dessas bactérias no fundo do mar e descobrir onde há incidência de atividades. Assim como onde há fumaça, há fogo, onde há atividade de bactérias digestoras de hidrocarbonetos, há petróleo. [Pop Science]

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aquecimento global: o mar antártico se expande enquanto o gelo ártico derrete

Um novo estudo demonstrou que o gelo marinho da Antártida aumentou, apesar do aquecimento global, ao contrário do gelo no Ártico. Mas isso deverá mudar, conforme os gases do efeito de estufa continuem a aquecer as águas da Antártida.


Isso fornece uma explicação para o gelo do mar na Antártida estar crescendo ao longo dos últimos 30 anos, embora o aquecimento global tenha derretido muito do gelo do Ártico. O aquecimento dos oceanos provocou precipitações na atmosfera superior, e essas precipitações caem como neve na Antártida.

As camadas superiores do oceano, em seguida, tornam-se menos densas, porque a neve faz com que essas camadas superficiais fiquem menos salgadas, tornando-as mais estáveis. Isso impede que as correntes mais quentes na parte mais profunda do oceano atinjam as águas superficiais e derretam o gelo na Antártida.
Pode parecer uma contradição que as águas quentes da superfície são o que provoca a precipitação que está ajudando a criar gelo, e também provoca o derretimento do gelo do mar quando ele sobe. Mas o problema, de acordo com o estudo, é que os oceanos estão se tornando muito quentes na Antártida devido ao aquecimento global causado pelo homem.
O aumento da quantidade de gases do efeito de estufa provoca o aquecimento do clima, e este aquecimento faz com que a precipitação na Antártida se torne chuva em vez de neve, o que derrete o gelo e a neve em um ritmo muito mais rápido. Os raios solares são, então, absorvidos pelo oceano conforme o gelo derrete, o oceano aquece ainda mais e, eventualmente, isso leva ao derretimento do gelo do mar.
Há vários problemas associados com o derretimento do gelo do mar. Por exemplo, alguns animais na Antártida dependem do gelo para a caça e sobrevivência. Esse derretimento também poderia mudar a forma como a água no oceano viaja ao redor do mundo, o que pode interferir nos padrões de circulação que fornecem nutrientes para até três quartos da vida marinha. [DailyTech]

Oceanos, graças à emissão de gases nocivos, estão ficando mais ácidos

Os oceanos da Terra, basicamente, estão absorvendo tanto dióxido de carbono que estão começando a ficar ácidos.


A maioria dos pesquisadores da área, que acredita no aquecimento global como um fenômeno real e mensurável (há os céticos também), afirma que a atividade humana e, principalmente a queima de combustíveis fósseis, contribuiu para que o efeito estufa normal do planeta se intensifique a níveis muito superiores. Todo esse carbono despejado pelas emissões fica na nossa atmosfera.

Um modelo computadorizado feito por alguns desses especialistas mostra que um terço dessas emissões de carbono é absorvido pelos oceanos do planeta – e que a substância estaria causando a acidificação da água, comprometendo a vida marinha.
De acordo com essa pesquisa, o pH da água dos oceanos em 1750 era de 8,2. Atualmente é 8,1 – quanto mais baixo é o pH, mais ácida é a água. Se o oceano continuar a absorver a quantidade crescente de dióxido de carbono, em 2100 o pH do mar chegada a 7,7. Parece pouco, mas, provavelmente, boa parte da vida marinha não conseguiria se adaptar (leia-se “evoluir”) para sobreviver em águas mais ácidas.
Com apenas uma espécie de alga, por exemplo, sendo extinta, os animais menores que se alimentam dela também acabam desaparecendo por falta de alimento. Com esses pequenos animais desaparecendo, os grandes animais também ficam sem comida, desequilibrando todo um ecossistema. No fim isso afeta, também, a nossa cadeia alimentar e a nossa economia – então a alteração do pH pode parecer um problema pequeno, mas é digno de preocupação [DailyTech]

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A poluição e o tráfego podem causar diabetes

A poluição atmosférica urbana – especialmente as partículas e gases liberados no ar graças ao tráfego de veículos pesados – podem aumentar o risco que uma pessoa tem de desenvolver diabetes tipo 2.




O estudo alemão, se confirmado, demonstra que a poluição representa um fator de risco potencialmente modificável para o distúrbio metabólico.



Mas como a poluição leva à diabetes? Ela provoca inflamações crônica de baixo nível. Embora possa ser uma resposta normal do organismo a uma infecção, a inflamação crônica pode danificar os tecidos e exaurir o corpo. Vários estudos têm relacionado poluentes inflamatórios com diabetes, mas nunca, como no estudo recente, em participantes saudáveis.



Os pesquisadores analisaram dados de 1.775 mulheres, todas com cerca de 55 anos e saudáveis quando entraram pro estudo. Ao longo do período, vários marcadores de inflamação foram medidos nas mulheres, principalmente o fator C3, ou C3c, que é uma proteína produzida pelo fígado em resposta à infecção ou outras fontes de inflamação.



O novo estudo também reuniu dados sobre a poluição a qual as mulheres tinham sido expostas. Em alguns casos, as concentrações foram medidas diretamente, por exemplo, através de estações de monitoramento do ar urbano; em outros casos a poluição do ar foi deduzida (com base na distância entre a casa de uma mulher e a estrada de tráfego intenso, por exemplo).



Ao longo do estudo, 187 participantes desenvolveram diabetes tipo 2. Quanto mais poluição uma mulher enfrentou, maior era sua chance de desenvolver diabetes. No entanto, as concentrações sanguíneas de C3c pareceram desempenhar um papel importante em sua vulnerabilidade. Na verdade, observam os pesquisadores, na maioria dos casos um risco elevado de diabetes tipo 2 era presente em mulheres com C3c alto no início.



Os pesquisadores afirmam que é “biologicamente plausível” que os poluentes do ar provoquem uma resposta imunológica no pulmão que depois se espalha para outras partes do corpo e torna-se aparente em níveis cronicamente elevados de marcadores pró-inflamatórios na circulação. Essa inflamação crônica pode também criar um ciclo vicioso, tornando pacientes afetados pela poluição do ar cada vez mais vulneráveis.



Quando mais poluída a região, o risco de diabetes aumenta cerca de 15%. No entanto, essa ligação só é válida para os participantes mais modestos. Participantes ricos que vivem em ruas movimentadas não mostraram vulnerabilidade semelhante à diabetes.



Os pesquisadores imaginam diversas razões; eles podem escolher apartamentos com janelas diferentes, que mantêm a maior parte da poluição fora do ambiente interior de suas residências. Ou eles podem usar ar condicionado no verão, e podem ter vivido em andares superiores de edifícios altos, bem acima da poluição. Também são mais propensos a ter um carro, que lhes permite evitar andar a pé na rua, o que de fato exagera a exposição ao tráfego, entre outras coisas.



Se a relação entre poluição e diabetes for confirmada, poderia ajudar a explicar porque a doença é mais frequente em áreas urbanas do que rurais. No passado, os elos entre urbanização e diabetes tinham sido atribuídos em grande parte às mudanças de estilo de vida das pessoas, como dieta e atividade física. [ScienceNews]

Finlândia pretende construir a primeira estrada ecológica do mundo

A luta para salvar o meio-ambiente inclui o conceito de “carro ecológico”. Mas carros ecológicos precisam de estradas ecológicas, e, portanto, uma delas está sendo planejada na Finlândia.




Trata-se de um trecho de cerca de 130 quilômetros de asfalto com estações de carga elétrica e bombas de biocombustível produzido localmente. Tudo isso para estimular a adoção de tecnologias automobilísticas menos poluentes.



O projeto vai além da própria rodovia: o plano finlandês prevê o aumento da produção de etanol local a partir de resíduos e outros recursos, assim como infra-estrutura ao longo do caminho.



Outra ideia é instalar bombas de calor geotérmicas na estrada, que forneçam informações aos carros de seus níveis de emissões, e instalar sistemas de iluminação inteligentes que ajustem os níveis de iluminação dependendo do tempo e outros fatores.



Porém, por enquanto tudo não passa de um plano. Ainda assim, municípios do país estão liderando estudos e outros esforços para determinar a sua viabilidade. Se o projeto seguir como o esperado, pode-se começar a construí-lo no segundo semestre do ano que vem e terminar a construção até 2016 a um custo de cerca de um bilhão e quinhentos milhões de reais.



A Finlândia espera receber apoio financeiro da União Européia, dessa forma outras tecnologias como iluminação auto-suficiente de energia solar na estrada poderiam ser viáveis. Estas tecnologias nem sequer foram aperfeiçoadas ainda, mas com um projeto para trabalhar ao longo dos próximos seis anos, pesquisadores e o setor privado podem ser capazes de realizar melhoras e tornar todo o projeto um sonho possível. [POPSCI]

terça-feira, 17 de agosto de 2010

INFORMATIVO SOBRE GESTÃO AMBIENTAL AVANÇADA E SUSTENTABILIDADE

O RANKING AMBIENTAL DOS VEÍCULOS NO BRASIL





O Ministério do Meio Ambiente e o Ibama criaram um ranking de
desempenho ambiental dos veículos leves vendidos no Brasil. A chamada
Nota Verde avalia aspectos como as emissões de poluentes atmosféricos
(monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio), o uso
de combustível renovável e as emissões de gás carbônico (CO2).

O resultado varia de uma a cinco estrelas. Quanto maior a pontuação,
maior o desempenho ambiental do veículo.

Um exemplo:

Um Volkswagen Polo, modelo Bluemotion, motor 1.6, que foi projetado
para ser ambientalmente mais eficiente, recebe a nota máxima de 5
estrelas. Ele emite, por exemplo, 65,8 gramas de CO2 por quilômetro
rodado.

Um Hyundai Tucson, motor 2.0, que nem é vendido na versão flex, recebe
apenas 1 estrela e emite 95,5 gramas de CO2 por quilômetro. Isso sem
falar nos outros poluentes.

Podemos fazer uma conta simples. Se esses dois veículos percorrerem
1.500 km por mês (18.000 km/ano), o Tucson emitirá anualmente 551 kg
de CO2 a mais do que o Polo.

Em tempo de aquecimento global, quem paga por essa poluição maior? Na
condição atual, toda a sociedade paga pela escolha de quem comprou
veículos mais poluidores. Obviamente, não pode continuar assim. O
Governo precisa estabelecer penalidades (maior imposto) para os carros
mais poluidores e incentivos (menor imposto) para os veículos de
melhor desempenho ambiental.

O dinheiro arrecadado com o imposto maior dos veículos poluidores
financiaria os incentivos dos veículos menos poluidores. Isso já está
sendo feito em alguns países, como a França.

Felizmente, entretanto, alguma coisa já está sendo feita no Brasil. O
Banco do Brasil criou uma linha de financiamento de veículos que cobra
taxas de juros menores para a compra de veículos 5 estrelas na Nota
Verde. Vejam link abaixo:



As notas e as emissões de poluentes dos veículos podem ser verificadas
no endereço:

http://servicos.ibama.gov.br/ctf/publico/sel_marca_modelo_rvep.php).

Fiocruz lança editais para 850 vagas

Cargos são de nível médio e superior. Salários vão de R$ 1,6 mil a R$ 5,5 mil


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde, divulgou os cinco editais nesta quinta-feira (12/8) para o total de 850 vagas de nível médio e superior que serão preenchidas por meio de concurso público. Os salários variam de R$ 1,6 mil a R$ 5,5 mil. Os editais serão divulgados nesta quinta no site http://concurso.fgv.br/
             
Do total de vagas, distribuídas em mais de 250 perfis, 730 serão para unidades da instituição no Rio de Janeiro, 25 para Minas Gerais, 23 para Pernambuco, 15 para Bahia, 14 para o Paraná, 12 para Brasília, 9 para o Amazonas, 9 para Rondônia, 7 para o Mato Grosso do Sul e 6 para o Ceará.

Leia notícia completa em:

Projeto: Festa Sustentável


Sustentabilidade entre amigos

“Saberes, Sabores, Amigos, Valores”

FESTA SUSTENTÁVEL

Dia 28 de agosto de 2010
11 às 17 horas

A Festa Sustentável, que será realizada no último sábado do mês de agosto, dia 28, é um evento que busca reunir conceitos, idéias e práticas relacionadas a sustentabilidade de uma maneira dinâmica e festiva. O evento busca transformar as relações estabelecidas a partir da festa e promover outros laços entre os participantes, ampliando as redes e resignificando o espaço acolhedor.
A festa tem como seus principais diferenciais a prática colaborativa, materializada por meio de mutirões de construção coletiva, a prática livre, proporcionando espaços de expressão livres e dinâmicos, com respeito aos princípios e ciclos da sustentabilidade e a promoção de espaços de aprendizagem diversificados para os participantes. Sendo uma festa limpa, faremos a gestão de resíduos, orgânicos e inorgânicos, e a minimização dos impactos do evento, além do uso preferencial de produtos agroecológicos e naturais.
Trabalharemos uma rede de conceitos entorno dos quais a proposta se articula, integrando algumas interfaces e dimensões essenciais para a construção da sustentabilidade, entre os principais estão: alimentação saudável, consumo responsável, economia criativa, cultura, mutirão, tecnologias e novas relações. Teremos ainda, oficinas ambientais, atrações culturais, exibições de filmes, apresentações musicais, comidas orgânicas e outras práticas socioambientais.
Reuniremos amigos para celebrar esse momento de experimentação, colaboração e criação de ambientes. A festa, como espaço educativo pretende construir coletivamente as idéias e atrações para que as técnicas possam ser replicadas em outros locais e com outros amigos.
Espera-se que a idéia de sustentabilidade trazida pela Festa Sustentável, e tratada de forma comprometida ao mesmo tempo em que festiva, possa ganhar força e orientar novas posturas e atitudes, seja um importante momento de reflexão e expressão das mudanças que esperamos.


Contato: Socialize Eventos e CEPPS - festasustentavel@gmail.com

domingo, 15 de agosto de 2010

Criador de Pássaros Canoros em Cativeiro



Os curiós e bicudos são pássaros muito valorizados pelos seus cantos e não  tem como falar de manejo de fauna em cativeiro sem contar a História do Criadouro Picinini. Todos os passarinheiro  tem enorme respeito e admiração pelo seu proprietário o Sr.Marcílio Picinini, homem simples e humilde do interior, mas com uma visão, que alcançava muito além do seu tempo percebeu que o seu “hobby desde criança poderia lhe trazer retorno financeiro e com uma atitude arrojada e corajosa deixou a profissão de caminhoneiro, vendendo seu caminhão e investindo todo capital em um único reprodutor de qualidades perfeitas e incontestáveis, ao mesmo tempo em que se desfazia das demais espécies que prejudicavam o canto clássico do curió.
A coragem e ousadia de ex-caminhoneiro não ficaram impunes, muitas pessoas o criticaram e reprovara sua iniciativa, mas Marcílio alheio a todos, reuniu experiências e informações, concluindo que a criação em gaiolas facilitaria o manejo e aumentaria a produção.
O passo  seguinte foi o desenvolvimento de um tipo simples e prático  de gaiolas, que o modelo inicialmente foi repudiado pelos fabricantes e hoje é usada por 95% dos criadores brasileiros.
O Criadouro Picinini tem buscado incessantemente o melhor, investindo em coberturas de inúmeros campeões nacionais, selecionando entre os filhotes os melhores reprodutores, procurando adotar critérios que aumentem a capacidade de passar para seus filhotes as melhores genéticas de fibra e repetição, destacando seus filhotes nas principais competições.
Hoje o Criadouro Picinini cria em média 1200 filhotes por temporada e cria seis  espécies : curió, bicudo, sabiá da mata, coleirinho, trinca-ferro, e tié-sangue.
O que começou como um passatempo virou  profissão, e Marcilio diz que nunca poderia imaginar que a sua paixão fosse se transformar em um negócio promissor , que emprega  12 funcionários . O criadouro investe em tecnologias  para realizar uma  seleção genética perfeita e garantir a qualidade de seus pássaros.
Para fugir de um mercado interno aquecido, Marcílio apostou na exportação e hoje o Criadouro Picinini já exporta anualmente para os EUA, já existe em terras internacionais mais de 500 pássaros brasileiros. Os mais interessados são brasileiros que moram fora do país mais franceses e americanos já se interessaram em adquirir pássaros do Criadouro.
O Criadouro conta hoje com um cadastro de aproximadamente 2800 clientes em todo País, mais a maioria está concentrada na região sudeste onde se localiza o criadouro.
A grande dedicação de Marcílio fez com que ele fosse reconhecido internacionalmente em 1996 pela Bob`s Rare Birds Avicultural Research & Breeding  em Houston, Texas , USA  por seu trabalho com a criação de curiós e bicudos. Marcílio gravou um vídeo mostrando as suas técnicas de reprodução para ensinamento, esse vídeo foi doado  a um americano que foi a uma visita ao criadouro e após  algum tempo veio a notícia da Homenagem. 

Guarda Municipal recebe Prêmio Amigo do Patrimônio

A Guarda Municipal de Juiz de Fora foi contemplada com o Prêmio “Amigo do Patrimônio”, pelo desenvolvimento do projeto “Trilhas do Imperador”. A premiação é concedida pela Funalfa em reconhecimento a iniciativas que atuam em benefício da preservação e da promoção do patrimônio cultural da cidade. A solenidade de entrega do prêmio acontece na próxima terça-feira, dia 17, às 16h, no Anfiteatro João Carriço, no segundo andar do antigo prédio da Prefeitura, junto ao Parque Halfeld.

Desde fevereiro, a Guarda Municipal vem realizando trabalho preventivo na região do Morro do Cristo, proporcionando maior sensação de segurança tanto para quem usa o caminho para passeios ecológicos quanto para os moradores do seu entorno. As rondas atuam ainda no monitoramento ambiental e na valorização do aspecto histórico e cultural da área.

Além de ser uma atividade de segurança pública, o trabalho tem obtido grande êxito na mudança de percepção da comunidade sobre o patrimônio. Após a implantação do projeto cresceu o número de pessoas que passaram a fazer incursões pelas trilhas, reconhecendo a importância histórica do lugar. Assim, a Guarda Municipal vem contribuindo para que novas formas de aproveitamento consciente possam ser colocadas em prática, a bem da memória do município.

O projeto foi tão bem sucedido que, de uma experiência de apenas 60 dias, passou a ter caráter permanente. O “Trilhas do Imperador” é realizado por guardas municipais voluntários em dias e horários alternados. Eles percorrem a trilha, que tem início no alto da Rua Constantino Paleta e termina no Mirante do Cristo, fazendo levantamento da situação, controlando a prática de atos ilícitos e orientando os frequentadores. A proteção ao meio ambiente nas áreas de responsabilidade do município está prevista como uma das funções da Guarda Municipal.

Caminhadas ecológicas e plantio de mudas da mata nativa já foram realizadas como ação de sensibilização. Houve ampla participação da comunidade, de estudantes e de órgãos da Prefeitura como o Demlurb, a Agenda-JF e a Defesa Civil. Eles foram convidados a viver uma experiência única, em contato com a natureza e uma vista privilegiada, mas também levados a uma nova forma de olhar a cidade e com ela se relacionar.

*Informações com a Assessoria de Comunicação da SARH, pelo telefone 3690-8552.
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E RECURSOS HUMANOS

sábado, 14 de agosto de 2010

Desafios da química ambiental

Da agência FAPESP. muito boa a entrevista, de certo modo abrange alguns pontos que os gestores ambientais terão como grandes dificuldades no futuro.

Desafios da química ambiental




Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – “É preciso conhecer os limites do planeta e definir melhor o que se entende por sustentabilidade”, disse Arnaldo Alves Cardoso, professor do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que coordena o projeto de pesquisa Effects of emissions on current and future rainfall patterns in Southeast Brazil, apoiado pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

Segundo Cardoso, o desenvolvimento econômico dos países traz com ele o aumento no consumo de produtos e serviços, o que causa uma contradição: quanto mais rica uma nação se torna, maior será o impacto que ela provocará sobre o planeta.

Como exemplo, citou dados da Energy Information Administration (EIA) dos Estados Unidos, segundo os quais o país consumiu 71,4 exajoules de energia em 2006, enquanto o Brasil consumiu 8 exajoules e Moçambique, 0,207 exajoule, no mesmo período.

“Ou seja, Moçambique leva 345 anos para consumir a quantidade de energia que os Estados Unidos gastam em apenas um ano”, comparou Cardoso, para quem os desejos de consumo também provocam uma contradição.

“Queremos ter um belo carro, morar em um grande apartamento voltado para uma floresta e, de preferência, perto de uma praia ou cachoeira. E não nos damos conta de que o avanço dos padrões de consumo está exaurindo o planeta”, disse Cardoso.

O pesquisador destacou o artigo A safe operating space for humanity, escrito pelo grupo de Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, Suécia, publicado na edição de setembro de 2009 da revista Nature.

O artigo listou nove limites críticos para a sustentabilidade do planeta: mudanças climáticas; perda da biodiversidade; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; acidificação dos oceanos; e perda do ozônio estratosférico.

Três áreas já teriam ultrapassado o limite da sustentabilidade: mudanças climáticas, perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio. A expansão da agricultura seria, na opinião do professor da Unesp, um dos fatores que mais afetam o planeta. “A agricultura é uma atividade que influencia todos os nove limites divulgados no artigo de Rockström e colegas”, disse Cardoso à Agência FAPESP.

Utilizado nas lavouras como fertilizante, o nitrogênio é importado por vários países agrícolas, incluindo o Brasil, e apenas parte desse elemento é incorporado ao produto. A maior quantidade fica no ambiente em que é aplicado.

“As plantas absorvem, no máximo, 30% do nitrogênio aplicado no solo e todo o excedente fica no país que utiliza o fertilizante”, disse o professor, que também coordena o projeto Deposição atmosférica de espécies químicas nitrogenadas em corpos de água superficial, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Além de ser um importante contaminante e formador do óxido nitroso, um dos mais poderosos gases de efeito estufa, o nitrogênio também tem sido extraído da natureza de maneira desequilibrada, segundo Cardoso.

Em 1990, quando a produção mundial de nitrogênio atingiu 80 milhões de toneladas, o homem igualou a capacidade natural do planeta de utilizar esse elemento. Desde então, com índices crescentes de 156 milhões de toneladas em 1995 e 187 milhões em 2005, mais nitrogênio tem sido retirado da natureza, o que pode levar à escassez do elemento fundamental para a produção de alimentos e de bioenergia.

“O nitrogênio tem um papel fundamental na agricultura. Sem ele, cerca de 3 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não estariam aqui hoje”, disse Cardoso, explicando que o elemento foi crucial na chamada revolução verde, proporcionando, por exemplo, um salto na produção de trigo na Índia de 12 milhões de toneladas, em 1965, para 73,5 milhões de toneladas em 1999.

Esse é um problema a ser enfrentado também na produção de biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol da cana-de-açúcar, de acordo com o cientista.

Esgoto terciário Cardoso destacou outro fator de forte impacto ambiental, especialmente no Brasil: a falta de tratamento de esgoto. Segundo o Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS), em 2004 apenas 32,5% do esgoto produzido no Brasil recebia algum tipo de tratamento.

Além disso, a parte do esgoto que é tratada não retira as moléculas mais complexas. “Aquilo que chamamos de água limpa que sai dos tratamentos contém fármacos, hormônios, nitratos, sulfatos e fosfatos – e esses últimos vão para os rios gerando a proliferação de algas”, disse.

“Não sou contra o tratamento atual de esgoto, que é um serviço muito importante, mas é preciso dizer que ele precisa ser aperfeiçoado”, afirmou o professor, ressaltando que é crucial investir em tecnologia para que a química consiga atingir também o chamado nível terciário de tratamento de esgoto, que ataca essas substâncias.

Em relação ao consumo de energia, Cardoso coloca um vilão ambiental muito encontrado nas grandes cidades: a combustão. “Toda combustão é um processo de quebra e reorganização e produz sempre óxido de nitrogênio, composto envolvido na formação do ozônio”, explicou.

Importante elemento da alta atmosfera, por servir de filtro aos raios solares ultravioleta, na baixa atmosfera o ozônio pode ser nocivo. Cardoso citou uma medição feita em Araraquara, que apontou o aumento da presença desse gás na cidade.

O grupo de pesquisa da Unesp encontrou quase 70 partes por bilhão (ppb) na cidade paulista, enquanto o índice máximo recomendado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos é de 75 ppb.

Com a combustão provocada principalmente por indústrias e veículos, o ozônio tem subido a taxas de 1% a 2% ao ano em áreas remotas. “Precisamos conhecer as consequências disso, mas ninguém está falando desse problema”, disse.

Outro subproduto da combustão é o nitrogênio. Sua deposição a partir da atmosfera tem provocado a eutrofização dos oceanos, que é a proliferação de algas, e o aumento da acidez dos mares devido à formação de ácido nítrico.

Para Cardoso, contornar esses obstáculos requer uma participação dos químicos e de mais divulgação sobre essa matéria para a população. “Plantar uma árvore que exala aromas em um grande centro, por exemplo, pode piorar a qualidade do ar, pois ao exalar compostos orgânicos voláteis ela vai contribuir para formar mais ozônio”, disse.

Desenvolver tecnologias para o tratamento de esgoto terciário, criar fertilizantes inteligentes que sejam liberados conforme a capacidade de absorção das plantas, pesquisas de alternativas energéticas que dispensem a combustão, buscar alternativas para reduzir as emissões de orgânicos voláteis são algumas pautas sugeridas por Cardoso para os profissionais da química.

O professor ainda defende uma revisão do ensino de química em todos os níveis de formação. “É preciso que esses problemas também sejam colocados em sala de aula, para que os alunos sintam que a química está muito mais relacionada com o nosso cotidiano do que se imagina”, disse.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Concurso infanto-juvenil sobre biodiversidade

O Museu da Vida da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, e o Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) promovem o concurso Biodiversidade, que avaliará trabalhos sobre o Brasil.

A competição, que aceitará trabalhos até o dia 1º de setembro, é divida em duas categorias: “Animais e plantas na ponta do lápis”, que selecionará desenhos de crianças de 7 a 12 anos; e “A biodiversidade por trás da câmera”, direcionada a jovens de 13 a 17 anos, que participarão com até três fotografias sobre o tema.
O primeiro lugar de cada uma das categorias ganhará uma viagem, com direito a um acompanhante adulto, para conhecer espaços de ciência no Brasil.
O vencedor poderá escolher uma opção entre as alternativas oferecidas: Rio de Janeiro, para conhecer as instalações do Museu da Vida e do Jardim Botânico; Porto Alegre, com direito a visita ao Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e ao Planetário da UFRGS; Belém, para visitar o Museu Paraense Emilio Goeldi; ou São Paulo, com Estação Ciência e Instituto Butantan.

Mais informações: concursobiodiversidade@fiocruz.br ou www.museudavida.fiocruz.br.



*Agência Fapesp

Sua ideia para reciclagem de PET pode valer prêmio de R$ 5 mil

Inscrição de trabalhos para a 11ª edição da Ecopet vai até o dia 30 de agosto


Terminam no fim deste mês as inscrições para a 11ª. Edição do Prêmio Ecopet de Incentivo à Reciclagem, realizado pela Abipet (Associação Brasileira da Indústria do Pet). Os prêmios variam de um computador a prêmios em dinheiro entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, de acordo com a categoria.
A premiação visa estimular boas idéias de uso do Pet reciclado. Além do prêmio em dinheiro, os vencedores terão seu projeto divulgado no site da Abipet.
Em relação ao ano passado, a novidade desta edição é a inclusão da categoria Arte e Moda, para artigos de confecção e/ou realizados artesanalmente a partir de garrafas Pet. O prêmio desse quesito é de R$ 1 mil para o projeto vencedor.
As outras cinco categorias – Ação da Empresa (R$ 2 mil); Coleta e Separação (R$ 5 mil); Educação Ambiental (R$ 2 mil); Pesquisa e Processos Inovadores (R$ 2 mil) e Reportagem Ambiental (um computador).
A ficha de inscrição com as instruções está no site da associação, abipet.org.br.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Lula quer agilizar licenciamento ambiental, diz ministro de Relações Institucionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira dos ministros uma proposta de reformulação dos procedimentos internos do governo para agilizar a liberação de licenças ambientais, afirmou o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
Segundo o ministro, Lula fez o pedido naquela que deve ser sua penúltima reunião ministerial. Setores do governo e do empresariado culpam a demora na liberação de licenças ambientais pelas dificuldades em acelerar a execução de obras de infraestrutura.
Até setembro ele quer um conjunto de revisão de procedimentos internos dos órgãos envolvidos para que a gente acelere o processo de licenciamento ambiental“, afirmou Padilha a jornalistas após o encontro. Reportagem de Fernando Exman, da Agência Reuters.
Esta é a vigésima sexta reunião deste tipo e Lula disse que fará mais uma antes de seu governo acabar, em dezembro. Neste ano, é a terceira vez que o presidente reúne toda sua equipe.
De acordo com o ministro de Relações Institucionais, o presidente informou ainda que pretende enviar ao Congresso até o fim do ano propostas de marcos regulatórios para o setor de mineração e os meios de comunicação. Quer também concluir a regulamentação de todos os marcos regulatórios já aprovados e que carecem de regras complementares para entrarem em vigor, como a nova lei de resíduos sólidos.



HORA DA COLHEITA



Lula também exigiu empenho dos ministros nos meses finais do governo. “Ele quer entregar tudo aquilo que ele se comprometeu e plantou… não é hora de inventar novas ações“, explicou Padilha.
O presidente destacou a Casa Civil para monitorar o desempenho dos ministérios e informou que também se dedicará pessoalmente à iniciativa.
Ele elencou como prioridades a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ações nas áreas de educação, inovação tecnológica industrial e agrícola, saúde e o plano de investimentos da Petrobras, disse Padilha.
“Não falta dinheiro para acelerar as obras do PAC.”
No front externo, Lula disse aos ministros que pretende trabalhar na presidência temporária do Mercosul para consolidar o bloco.
Além de Lula e do vice-presidente da República, José Alencar, todos os ministérios ou órgãos com esse status tinham representantes na reunião. Apenas o Ministério das Comunicações, a Secretaria de Direitos Humanos, e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência enviaram os ministros interinos.

Reportagem da Agência Reuters, no UOL Notícias.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Surge outro projeto de reforma

Ministério do Meio Ambiente anunciou proposta que não anistia desmatadores


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou ontem que o ministério deve entregar ao Congresso Nacional até o fim do ano um substitutivo ao polêmico relatório que reforma o Código Florestal Brasileiro, apresentado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e aprovado em comissão especial na Câmara dos Deputados. A proposta em tramitação na Câmara revê pontos restritivos da legislação ambiental.
“Estamos em período eleitoral e há um interesse muito grande em votar mudanças no Código Florestal ainda neste ano. Então, queremos colocar uma nova proposta na mesa. Oferecer ao governo e ao Congresso uma nova proposta de lei”, disse a ministra Izabella Teixeira, após o lançamento de um movimento que institui uma agenda positiva com empresas, em São Paulo.
Segundo Izabella, o texto de Rebelo (que gerou controvérsia por anistiar produtores rurais que fizeram desmatamentos ilegais até julho de 2008), prejudica compromissos assumidos pelo País, como as metas de redução dos gases de efeito estufa, e pode prejudicar as negociações brasileiras na Cúpula da Biodiversidade (COP 10), que será no Japão, em outubro.
Na ocasião, o Brasil pretende pleitear recursos internacionais para programas de conservação da fauna e flora.“É inaceitável a ideia de anistiar quem desmatou de propósito. É como se as pessoas que cometeram crimes tributários fossem anistiadas pela Receita Federal”, disse Izabella.
O novo Código Florestal foi aprovado em comissão especial da Câmara em julho e deve ser votado pelo Congresso após as eleições. Entre outras medidas criticadas por ambientalistas, reduz de 30 para 15 metros a área de proteção mínima em margens de rios, além de propor a anistia.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, garantiu estar “extremamente satisfeito” com o projeto de Aldo Rebelo e criticou uma possível interferência do governo na questão. “Não podemos nem devemos usurpar competências que são do Congresso, e todas as boas sugestões sobre o tema foram levadas às audiências públicas”.

sábado, 7 de agosto de 2010

Urina pode ser usada como combustível

Todo dia, pela manhã, você acorda e vai direto ao banheiro desperdiçar um pouco de um combustível valioso. Pelo menos é essa a realidade que está sendo criada por um cientista de um laboratório de Bristol (Inglaterra), que está usando a urina para gerar energia. Eles desenvolveram um robô, chamado de EcoBot-III, que funciona perfeitamente apenas à base de urina. O projeto levou três anos e meio para ficar pronto, e rendeu um prêmio de 564.561 libras esterlinas (algo em torno de um milhão e meio de reais!) ao seu criador, o biólogo Ioannis Ieropoulos.
A máquina, basicamente, funciona da seguinte maneira: o robô é movido por “Células a Combustível Microbianas” (MFCs, na sigla em inglês), uma tecnologia que já era usada para gerar energia a partir de água de esgoto. A diferença, nesse caso, é que as Células usam culturas de bactérias que se alimentam da urina, a digerem e liberam energia no processo, colocando o EcoBot-III em funcionamento.
O desafio agora é ampliar as bases de pesquisa nesse campo. Um dos problemas que ainda estão por resolver é que as MFCs, por enquanto, ainda funcionam apenas isoladamente e precisam estar ligadas a um gerador elétrico. Os pesquisadores pretendem criar uma espécie de “pilha de MFCs”, na qual várias células atuem em conjunto e de forma independente, o que deverá gerar muito mais energia.
Antes de descobrir o uso da urina, Ieropoulos já havia tentado uma variedade de outros materiais biodegradáveis, tais como frutas podres, grama, cascas de camarão e moscas mortas. O objetivo era achar algo que, digerido pelas bactérias, gerasse o máximo em energia. Até agora, nenhum material teve o mesmo desempenho da urina, que é rica em nitrogênio e tem compostos como a uréia, cloro, potássio e a bilirrubina, um composto derivado da hemoglobina que é excretada pelos rins. Esse conjunto de elementos torna a urina quimicamente muito ativa, fazendo dela um combustível excelente. Ela tem, segundo Ieropoulos, um imenso potencial ainda não explorado na geração de energia, porque as MFCs ainda têm muito em que se aperfeiçoar.
Retirar energia de produtos biodegradáveis pode modificar a maneira como tratamos nossos dejetos. Ieropoulos explica que não apenas a urina, mas outros rejeitos do corpo humano também teriam potencial para extração de energia, sem falar em outros líquidos que hoje jogamos fora, como a água de esgoto (a equipe do cientista já fez um “convênio” com a estação de tratamento de esgoto da cidade). A solução para o fim dos combustíveis fósseis, ao que parece, está em transformar nossos dejetos em combustível. [Science Daily]

Dispositivo de vibração tem o objetivo de substituir baterias

O dispositivo “Vibration Energy Cell” despeja energia depois de uma agitação vigorosa. A Brother Industries, empresa que o criou, afirma que o instrumento pode ser usado no lugar de pilhas AA ou AAA em alguns aparelhos.
Em um evento em Tóquio, a empresa demonstrou o dispositivo alimentando um controle remoto, um interruptor de uma lâmpada e uma lanterna LED. O mecanismo funciona de uma forma semelhante ao do dínamo de uma bicicleta; apenas no movimento de algumas “chacoalhadas” fornece a energia para recarregar a bateria.
O dispositivo gera eletricidade usando uma bobina, um ímã, e um condensador que carrega eletricidade, todos encaixados na bateria. Devido à sua baixa produção, é projetado para ser usado em coisas tais como controles remotos de TV e dispositivos de LED, que consomem baixa potência e não consumem energia elétrica de forma contínua.
A ideia por trás da tecnologia é eliminar a necessidade de baterias recarregáveis tóxicas ou descartáveis que podem prejudicar o meio ambiente.
Seu tamanho pequeno é compatível diretamente com as fontes de energia existentes. Ele pode produzir energia suficiente em freqüências razoavelmente baixas, em torno de 4 a 8 Hz. Segundo os especialistas, isso é impressionante.
Para recarregar um produto, não importa quanto tempo você o agite. Depende do número de vibrações, e de como você agita. Existem variações curtas ou longas e velocidades diferentes que você pode por o aparelho para agitar.
Segundo a Brother, ainda não há planos para comercializar as baterias. [BBC]

II FÓRUM DE RECURSOS NATURAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS NAS EDIFICAÇÕES‏

Pessoal,
 a PJF/SAU vai realizar o II FÓRUM DE RECURSOS NATURAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS NAS EDIFICAÇÕES, as inscrições já estão abertas, acessem o site abaixo.
As vagas são limitadas.


http://www.pjf.mg.gov.br/sau/forum/apresenta.php

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tigres em extinção ganham um santuário natural de preservação

No planeta Terra, havia nove subespécies distintas de Tigre, mas três destas já estão extintas. Houve um tempo em que os grandes felinos habitavam uma extensa área no continente asiático, que englobava a Rússia, passava pelo Irã, pela Ásia Central, Índia, China e Coreia. O número de tigres em estado selvagem caiu de até 100 mil há um século para menos de 3.000 atualmente. Hoje, estão limitados às selvas indianas e de alguns países do Sudeste Asiático, entre eles Mianmar. Neste país, biólogos de uma organização internacional, a Wildlife Conservation Society (Sociedade de Conservação à Vida Selvagem), decidiram criar uma reserva natural exclusiva aos Tigres.
Mianmar, que antes da independência dos britânicos era chamada de Birmânia, se encontra ao sul da China e da Índia, também faz fronteira com a Tailândia e tem saída para o Oceano Índico. Uma região do país, o Vale do Hukaung, foi declarada um santuário natural dos Tigres. O objetivo é bem claro: frear a extinção que ameaça acabar com a espécie dentro de poucas décadas.
No mundo, existem populações de tigres em fragmentos de regiões, espalhados pela Ásia, e os grupos são constantemente ameaçados pela caça ilegal que visa à pele dos tigres e suas presas. A reserva do Vale Hukaung reúne características climáticas e de vegetação comuns a todas as áreas que ainda servem como habitat para os felinos. São cerca de 22.000 quilômetros quadrados, tamanho do estado do Sergipe, na parte norte do país, com o potencial natural para abrigar centenas de tigres. De todos os grandes felinos que viviam por aquela região, os pesquisadores afirmam que só restam uns cinquenta para contar a história.
A decisão foi tomada pelo governo de Mianmar em conjunto com associações de proteção natural de vários países. A conservação das matas nativas protegerá não apenas os Tigres, como também Panteras, Leopardos e Elefantes. Assim como a Amazônia, a região do Hukaung é perita em apresentar espécies que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo: são mais de 370 espécies de aves e 7.000 espécies de plantas que não existem em qualquer outra parte da Terra. [Live Science]

Núcleo da Terra tem a capacidade de se regenerar

Se você prestou atenção às aulas de Geologia, talvez se lembre que o núcleo da Terra se estende por 3500 km, partindo do centro, e é composto por uma certa porcentagem de Níquel, um pouquinho de outros metais, mas a maior parte é feita de Ferro. Pesquisadores da Universidade de Toulouse (França) afirmam que esse sólido núcleo de Ferro é capaz de reconstruir a si mesmo a cada 100 milhões de anos.

Ele se regenera constantemente usando o seguinte método: enquanto um dos lados derrete devido à altíssima temperatura (segundo estimativas, algo em torno de 5500°C, semelhante à superfície do Sol), o outro se re-solidifica. Quando o lado solidificado começa a derreter, 100 milhões de anos mais tarde, o primeiro já está se solidificando, assim, forma-se um ciclo.
Isso pode explicar porque o núcleo transmite ondas sísmicas de diferentes intensidades na porção ocidental e oriental do planeta, seria porque um dos lados do núcleo está sólido e o outro não. Segundo a teoria dos pesquisadores, é o nosso lado do núcleo, o ocidental, que está se solidificando nesse momento, enquanto derrete no hemisfério oriental.
Mas esse tempo estimado para um ciclo, 100 milhões de anos, é apenas uma teoria. Mas se for realmente verdade, é bom que os orientais se preparem, porque o lado do núcleo deles ainda estará se derretendo por um bom tempo. [New Scientist]

Estudo limita margem “segura” de emissão de CO2

É inegável que a humanidade, como um todo, está emitindo cada vez mais dióxido de carbono, o carro-chefe do efeito estufa e das mudanças climáticas em geral. Nem o mais utópico dos ambientalistas acredita que nós possamos, com o padrão industrial que alcançamos, deixar completamente de emitir carbono. Por essa razão, um estudo do Instituto Ambiental Max Planck, em Hamburgo (Alemanha) resolveu mensurar quanto podemos emitir para que o caos que alguns ambientalistas preveem não se concretize.
Eles descobriram que nenhuma mudança catastrófica vai ocorrer se a temperatura média do planeta subir mais 2° Fahrenheit. Baseando-se na temperatura média da Terra, esse aumento equivale a aproximadamente 1,1° C. O desafio, portanto, é garantir que as emissões não sejam volumosas o suficiente para que esse limite seja rompido.
Assim, foi estabelecido um modelo, que é basicamente uma simulação do futuro. Na estimativa, estão incluídos o volume de dióxido de carbono absorvido pelas florestas e oceanos, que trabalham para “refrescar” o planeta.
A área de observação do estudo abrangeu uma linha vertical de 400 km, desde o fundo dos oceanos, passando pela superfície terrestre e chegando à atmosfera.
De acordo com o modelo, os combustíveis fósseis são os maiores vilões. Eles alertam que o dióxido de carbono emitido dessa forma precisa ser reduzido a quase zero até o final do século, para cumprir a meta de estabilização. Segundo os cálculos, desde o início da Revolução Industrial, o dióxido de carbono fóssil aumentou 35%.
Segundo as projeções, as emissões de carbono vão aumentar de sete bilhões de toneladas em 2000 para 10 bilhões de toneladas em 2015. A partir daí, segundo o modelo, é proibido aumentar essa taxa ainda mais, sob pena de a situação fugir do controle. As emissões, então, terão de ser reduzidas em 56% até 2050, e chegar a zero no final do século, quando poucos dos habitantes atuais estarão vivos para conferir os efeitos (esperamos que não seja o estufa).
Com o cumprimento dessa meta, segundo eles, a temperatura na Terra não subirá mais do que dois graus Celsius até 2100, e outras medidas deverão ser tomadas para controlar o aquecimento a partir desse ponto. É bom começar a abrir o olho, porque 90 anos podem passar mais rápido do que imaginamos. [Daily Tech]

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Novo táxi movido a hidrogênio é construído para as Olimpíadas de Londres

As Olimpíadas de Londres-2012 estão chegando, e um dos pontos cruciais de infra-estrutura que preocupam os organizadores é o transporte. Nesse quesito, ao menos uma empresa de carros está pensando em uma solução útil e que se adapta aos padrões de sustentabilidade que o século XXI exige. Trata-se de um táxi movido a hidrogênio.
O carro foi desenvolvido pela construtora Lotus, que participa do circuito da Fórmula 1, e é inovador em dois sentidos. Para começar, o táxi é quase 100% silencioso, o barulho do motor é inaudível para quem dirige. Além disso, a queima de hidrogênio como combustível é limpa, e um carro de emissão zero é uma opção muito interessante para as grandes metrópoles, como é o caso de Londres. A intenção é que já haja uma frota destes veículos circulando pela cidade quando a Pira for acesa no Estádio Olímpico de Londres, no dia 27 de julho de 2012.
O táxi tem uma concepção diferente os outros carros. Por fora, parece ser idêntico a outro táxi preto qualquer, e pesa tanto quanto um (2,6 toneladas). Mas ele consegue ir de 0 km/h a 100 km/h (medida de aceleração largamente usada no automobilismo) em 15,5 segundos. Isso não se compara a um veloz carro esporte, mas está acima dos táxis comuns.
Por dentro, o mecanismo funciona assim: as duas rodas de trás são movimentadas por dois motores elétricos. Como existe uma bateria que fornece energia para eles, pode-se dizer que os carros são parcialmente elétricos. Mas sua principal fonte de energia não está nessas baterias, e sim em uma pilha de células instaladas sob o capô do veículo, que convertem hidrogênio em eletricidade para alimentar o resto do carro. Assim, ele pode ser classificado como um veículo híbrido, embora não no sentido primário, onde o hibridismo é entre gasolina e as baterias.
A poluição que esse carro produz é nula. A única emissão resultante da queima do hidrogênio é vapor d’água. A tecnologia só não é totalmente sustentável porque o hidrogênio produzido para alimentar o carro ainda não é de uma fonte renovável, é produzido pela queima de combustíveis fósseis como o carvão. Mas já existem projetos para produzir o combustível de hidrogênio apenas com turbinas eólicas.
O carro é prático, o abastecimento é simples e rápido, e um tanque cheio roda até 380 km. Para um táxi, que roda mais ou menos essa distância a cada dia, é uma forma econômica e fácil para abastecer. Os criadores do projeto acreditam que em 2012 a maioria dos taxistas de Londres já poderão estar utilizando o veículo, que de acordo com eles próprios ainda tem muito que evoluir. [BBC News]

Cientistas criam novo painel, mais eficiente, de captação da energia solar

Os métodos de produção de energia solar estão em constante evolução, e não é apenas no que diz respeito aos painéis fotovoltaicos que captam a energia do Sol. Como o sistema atual, no qual os painéis são construídos à base de Silício, ainda é ineficiente (converte apenas 20% da energia solar recebida em eletricidade), pesquisadores da Universidade Stanford, em Palo Alto (Califórnia, EUA), estão desenvolvendo um novo material.
Ao invés de usar os painéis de Silício, a base agora é outro metal, o Gálio. As placas de Gálio, por sua vez, são revestidos por uma fina camada de outro elemento químico, o Césio. Este novo painel fotovoltaico de Gálio-Césio é o resultado de um projeto que os pesquisadores chamaram de PETE (Sigla em inglês para “Emissão Termiônica Foto-reforçada” ), nome que o projeto leva.
Basicamente, a vantagem na troca dos materiais é a superação dos problemas que os painéis de silício apresentam. Primeiro, eles só podem captar a energia de uma estreita faixa de luz solar, e o resto é desperdiçado em forma de calor. E o que é pior: as células de captação são sensíveis ao calor e funcionam mal sob altas temperaturas, ou seja, a energia desperdiçada pelo painel atrapalha o seu próprio trabalho de captação. Se passar de certa temperatura, algo em torno dos 100°C (não estamos falando da temperatura ambiente, e sim da dos painéis, que chegam a aquecer até 800°C), o sistema à base de Silício não consegue mais produzir energia.
Com a nova placa de Gálio-Césio, esses problemas acabaram. Primeiro, porque a placa é capaz de colher qualquer raio solar incidente sobre ela, aumentando a eficiência. E ainda está muito longe de atingir o pico de eficiência ao atingir 200°C, ponto em que as células de Silício já deixaram de funcionar faz tempo. De lambuja, criaram um conversor para captar a pouca energia térmica desperdiçada em eletricidade também. De fato, a captação ainda não atingiu os 100% desejados, está em cerca de 60%, o que já é três vezes mais do que as células de Silício eram capazes de coletar. Os custos de produção dessa energia em larga escala, como afirmam os pesquisadores, serão semelhantes ao da energia à base de petróleo. [Daily Tech]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Convite Reúso da Água

Afinal, qual é a maior usina hidrelétrica do mundo?

No dia 20 de maio de 2006, o governo chinês finalmente conclui uma obra iniciada em 1993 e saiu propagandeando pelos quatro cantos do mundo: a Usina de Três Gargantas, instalada no Rio Yang-Tsé (Rio Azul) é a maior do mundo. Essa declaração bateu fundo nos nacionalistas mais exaltados, tanto aqui no Brasil como no Paraguai, já que até então este título pertencia à Itaipu Binacional, localizada no Rio Paraná, orgulho nacional. Desde a inauguração da usina chinesa, começou a discussão: de uma vez por todas, qual é a maior usina?
A resposta é: depende do critério. Para começar, se levarmos a palavra “maior” ao pé da letra, o título ainda pertence à Itaipu. Somados os comprimentos de todas as barragens, nossa usina tem 7.700m de comprimento (o equivalente ao comprimento de 77 campos de futebol), e 196m de altura (algo da altura de um prédio com cerca de 60 andares). A Três Gargantas, por sua vez, é praticamente da mesma altura (192m), embora também tenha lá mais de 50 andares, mas tem menos da metade da largura, “apenas” 2.300m.
É claro que não seria sensato chamá-la de maior pelo sentido literal, o que importa é o quanto se gera de energia. Mais uma vez, no entanto, caímos em uma dificuldade. Se considerarmos a capacidade máxima momentânea (o máximo de energia que se pode gerar em energia ao mesmo tempo), a Três Gargantas é mesmo a maior. Atualmente, a geração instantânea da usina chinesa, com suas 32 turbinas, é de 22.500 MW (Mega Watts). A Itaipu, por sua vez, conta com 20 turbinas, que totalizam uma capacidade instantânea de 14.000 MW.
Contudo, a geração anual das duas é bem parelha. Até ano passado, a Itaipu superava a Três Gargantas, mas em 2009 a usina chinesa produziu 100 TWh (Terawatt/hora, que é um milhão de Megawatts), suficiente para suprir toda a energia anual, por exemplo, da Holanda, um quarto do que necessita o Brasil, e 3% do que consome a China. A Itaipu está um pouco abaixo: 91,6 TWh, mas isso dá para facilmente suprir 90% do Paraguai e ainda sobra para vender, é uma grande fonte de renda do país. Para o Brasil, representa 20% da energia consumida.
Assim, pesando os fatores, pode-se dizer que realmente a usina de Três Gargantas é a maior de fato. Já é a maior, inclusive, nas críticas contra o projeto. Por vários motivos. O primeiro é histórico: engenheiros já previam uma obra semelhante no rio Yang-Tsé desde 1919, mas a Revolução Cultural que se seguiu à Segunda Guerra Mundial atrasou o projeto, enquanto grande parte da população vivia sem eletricidade. Apenas em 1992 as obras começaram a sair do papel, e a construção real se iniciou em 1993 para ser concluída treze anos depois.
Os ambientalistas também reclamam: a criação da barragem e do reservatório de água acabou inundando cidades, fazendas e sítios históricos. Mais de 1,13 milhões de pessoas tiveram de ser transferidas de suas casas, que ficaram embaixo d’água, e uma parte dessa população ainda não tem moradia fixa, quatro anos depois. Mas a relocação de moradores, que custou 24 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de reais na conversão atual) aos cofres chineses, não é o único problema. Geólogos afirmam que a vazão ampliada do rio Yang-Tsé está corroendo suas margens, o que pode vir a causar uma catástrofe ambiental no futuro.
A favor da usina, argumenta-se que ela finalmente irá acabar com o histórico problema de carência de energia na China e trazer progresso às regiões que dela se beneficiam. E apontam para o benefício ecológico de Três Gargantas: sua barragem evita que haja enchentes. De fato, em 1998, quando ainda não havia a usina, uma enchente do Yang-Tsé custou a vida de 4000 pessoas que moravam em comunidades próximas. E essa enchente foi de apenas 20.000 metros cúbicos de água. Em 2010, quando houve uma temporada de tufões na região, a barragem aguentou a vazão de 70.000 metros cúbicos, e o Rio Azul não transbordou. [Life's Little Mysteries]