Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/06/2010
O decréscimo na profundidade média dos oceanos não significa que a quantidade de água nos oceanos esteja diminuindo: ele apenas revela a melhor precisão das medições.[Imagem: Matthew A. Charette/Walter H.F. Smith]
Qual é o volume de água existente nos oceanos da Terra?
Procure pela resposta no Google e você encontrará cinco dados diferentes, todos argumentando ser "cientificamente embasadas".
O problema é que todos estão embasados na ciência de 30 ou 40 anos atrás.
Volume e profundidade média dos oceanos
Agora, Matthew Charette e Walter Smith, da Instituição Oceanográfica Woods Hole, dos Estados Unidos, obtiveram um dado mais atual.
E a resposta é: os oceanos da Terra têm 1.332.000.000 de quilômetros cúbicos de água. E uma profundidade média de 3.682,2 metros.
Usando medições por satélite, os oceanógrafos descobriram que o volume total de água dos oceanos da Terra é menor do que a última estimativa em uma quantidade equivalente a cinco vezes o Golfo do México.
Apesar de parecer muito, contudo, e apesar da melhoria da tecnologia, o dado é apenas 0,3% menor do que a estimativa de 30 anos atrás.
O novo dado sobre a profundidade média do oceano, por sua vez, é de 21 a 51 metros menor do que as estimativas anteriores.
Relevo submarino
O menor volume de água resultante do novo cálculo não significa que a quantidade de água nos oceanos mudou, mas apenas que os dados ficaram mais precisos.
O aprimoramento das técnicas de medição reflete uma maior capacidade de detectar cadeias de montanhas submarinas, que ocupam um espaço que anteriormente se acreditava ser ocupado por água.
O que pode parecer ainda mais interessante é a precisão alcançada por cientistas no passado, utilizando técnicas de fato rudimentares para medir a profundidade do oceano.
Já em 1888, por exemplo, John Murray pendurou pesos de chumbo em uma corda e mergulhou-a a partir de um navio para calcular a profundidade média do oceano e, a partir daí, calcular seu volume de água. O resultado foi apenas 1,2% maior do que o dado agora obtido por Charette e Smith.
Mapa-múndi dos oceanos
As medições por satélite mostram que o fundo dos oceanos "é mais irregular e mais montanhoso do que se imaginava", disse Smith.
Apesar disso, os radares instalados em satélites não são capazes de "ver" o fundo do oceano, explica o pesquisador. Em vez disso, eles medem a superfície submarina, que reflete o que está embaixo.
Por exemplo, se há uma cordilheira sob uma determinada parte do oceano, sua presença resultará em uma leve protuberância na superfície da água. "Eu tomo o conjunto dos dados e estimo a localização e a altura das montanhas", diz Smith.
Média da profundidade dos oceanos, área total dos oceanos e volume de água contido em todos os oceanos da Terra, segundo o estudo agora publicado. [Imagem: Matthew A. Charette/Walter H.F. Smith]
O projeto de medições por satélite cobriu praticamente todos os oceanos do mundo, com exceção de algumas áreas do Ártico, que são cobertas com gelo. O resultado é um "novo mapa-múndi" dos oceanos, acrescenta Smith. "Matt e eu estamos vendo uma imagem melhor da forma e do volume dos oceanos."
Problemas das medições por satélite
E o dado sobre o volume de água nos oceanos agora obtido deve continuar a baixar.
Acontece que as medições por satélite têm seus problemas. "Há um problema de resolução espacial, como uma câmera fora de foco," diz Smith. "Estamos medindo a superfície do mar que é afetada pelas montanhas, mas estamos vendo apenas montanhas muito grandes, e de forma embaçada. A resolução é 15 vezes pior do que os nossos mapas de Marte e da Lua."
Consequentemente, os pesquisadores afirmam que são necessárias mais medições por navios para aumentar e refinar os dados de satélite. E, até agora, sonares e outros instrumentos instalados em navios mapearam apenas 10% do solo oceânico da Terra.
Um único navio levaria 200 anos para fazer o trabalho que falta - se forem usados 10 navios, a meta poderia ser alcançada em 20 anos. Isso custaria, nos cálculos de Smith, cerca de US$2 bilhões. Os benefícios? Melhores modelos climáticos.
Bibliografia:
The Volume of Earth’s Ocean
Matthew A. Charette, Walter H. F. Smith
Oceanography
June 2010
Vol.: 23, Number 2
"Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens" Salmos 115:16. Muitas são as leis do homem para preservar o meio ambiente, mas Deus nos alerta a cuidarmos da terra que Ele nos deu para sobrevivência, portanto, além de conscientização é uma obrigação cumprirmos a lei do Senhor. Não polua, não desperdice, não ignore, a responsabilidade é de cada um.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Campanha de Reciclagem de PET
Ação de mobilização para promover a conscientizaçã o da coleta das garrafas PET
Dia 06 de junho de 2010, Domingo
De 9 às 16 horas
Posto 6 da Praia de Copacabana, junto à Colônia de Pescadores Z13
Por que as garrafas PET? Atualmente elas não agregam valor como o alumínio e, assim, não há interesse na coleta desse material, que é 100% reciclável.
O resultado disso? Praias, lagoas, rios e vias públicas cheias de PET, cuja decomposição leva cerca de 400 anos, provocando grandes danos, como enchentes, comprometimento da vida aquática e meio ambiente poluído e degradado.
O que fazer? Dar um destino adequado para esse material que é 100% reciclável.
Venha Participar!
Dia 6 de junho, de 9 às 16h, será dado o início da campanha.
No calçadão de Copacabana, Posto 6, Colônia de Pescadores, foi instalado o ECOPONTO Z13 para que todos os cidadãos depositem as garrafas PET nesse local.
Haverá expositores com materiais provenientes da reciclagem do PET; demonstração do processo que a garrafa PET passa para chegar até a indústria de reciclagem; artesanato com PET; exposição que retrata a historia da Colônia de Pescadores, desde sua fundação – 1922, onde no final o pescador conta UMA HISTÓRIA DE PESCADOR; aprendendo a tecer uma rede; atividades para crianças e adultos na tenda da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e muito mais.
Ás 10h haverá uma barqueata, seguida de surfistas coletando o lixo no mar.
Nesse dia 6 de junho, troque 25 garrafas PET vazias (refrigerante, água, mate, refresco) por um KIT de coleta seletiva para sua residência ou escritório.
Essa CAMPANHA terá início, mas não terá fim. Separe as garrafas PET do lixo comum e entregue no ECOPONTO Z13. Além de direcionar o PET para a reciclagem, você ajudará a Colônia de Pescadores Z13 a obter, na troca do PET, materiais para a pesca e manutenção dos barcos.
Essa campanha tem a iniciativa do SINDIECO (Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro) e conta com o apoio do Instituto Ecológico Aqualung, do Jornal Posto Seis, da Região Administrativa de Copacabana, do Forte de Copacabana e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
Informações:
Telefones: 2671-7639 / 8195-0663 (Verônica Castro)
E-mail: veronicacastro@ arerj.org. br
E-mail: faleconosco@ sindieco. org.br
Dia 06 de junho de 2010, Domingo
De 9 às 16 horas
Posto 6 da Praia de Copacabana, junto à Colônia de Pescadores Z13
Por que as garrafas PET? Atualmente elas não agregam valor como o alumínio e, assim, não há interesse na coleta desse material, que é 100% reciclável.
O resultado disso? Praias, lagoas, rios e vias públicas cheias de PET, cuja decomposição leva cerca de 400 anos, provocando grandes danos, como enchentes, comprometimento da vida aquática e meio ambiente poluído e degradado.
O que fazer? Dar um destino adequado para esse material que é 100% reciclável.
Venha Participar!
Dia 6 de junho, de 9 às 16h, será dado o início da campanha.
No calçadão de Copacabana, Posto 6, Colônia de Pescadores, foi instalado o ECOPONTO Z13 para que todos os cidadãos depositem as garrafas PET nesse local.
Haverá expositores com materiais provenientes da reciclagem do PET; demonstração do processo que a garrafa PET passa para chegar até a indústria de reciclagem; artesanato com PET; exposição que retrata a historia da Colônia de Pescadores, desde sua fundação – 1922, onde no final o pescador conta UMA HISTÓRIA DE PESCADOR; aprendendo a tecer uma rede; atividades para crianças e adultos na tenda da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e muito mais.
Ás 10h haverá uma barqueata, seguida de surfistas coletando o lixo no mar.
Nesse dia 6 de junho, troque 25 garrafas PET vazias (refrigerante, água, mate, refresco) por um KIT de coleta seletiva para sua residência ou escritório.
Essa CAMPANHA terá início, mas não terá fim. Separe as garrafas PET do lixo comum e entregue no ECOPONTO Z13. Além de direcionar o PET para a reciclagem, você ajudará a Colônia de Pescadores Z13 a obter, na troca do PET, materiais para a pesca e manutenção dos barcos.
Essa campanha tem a iniciativa do SINDIECO (Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro) e conta com o apoio do Instituto Ecológico Aqualung, do Jornal Posto Seis, da Região Administrativa de Copacabana, do Forte de Copacabana e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
Informações:
Telefones: 2671-7639 / 8195-0663 (Verônica Castro)
E-mail: veronicacastro@ arerj.org. br
E-mail: faleconosco@ sindieco. org.br
Agronegócio brasileiro: Uma estratégia auto-destrutiva, artigo de Sérgio Abranches
Soja no Cerrado.
Agronegócio brasileiro adota as piores práticas sócio-ambientais. Despreza a tendência do mercado global de adotar práticas de sustentabilidade em toda a cadeia de suprimentos. Um projeto economicamente suicida. O Brasil é o maior importador de agrotóxicos banidos no EUA e na União Européia, por razões sanitárias. Esses produtos, muito tóxicos, são muito nocivos à saúde humana e ao ambiente, especialmente à água.
Em matéria, no último domingo, para o Estado de São Paulo, Lígia Formenti conta que aumenta a importação de produtos proibidos nos países desenvolvidos, como o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil toneladas.
Esses agrotóxicos são de difícil remoção dos produtos em cuja produção são utilizados. Fazem mal à saúde. Envenenam o lençol freático, a terra e os rios. Eles marcam os produtos agrícolas brasileiros como de má qualidade.
Qual o projeto estratégico do agronegócio brasileiro? Adotar as piores práticas e enfrentar barreiras comerciais crescentes?
O agronegócio brasileiro cresceu de forma espetacular. Acompanhei esse desempenho.
Cheguei a escrever uma coluna na Veja, mostrando que vender commodities era chique, porque nossa agricultura estava se transformando em um negócio de alta tecnologia. Naquela época, prevalecia no Brasil a idéia de que só era bacana exportar produtos da indústria manufatureira, que se dizia tinham mais tecnologia. Uma tese falsa. Na comparação em teor de tecnologia, o setor do agronegócio dá de goleada na indústria.Mas os avanços na genética, na nutrição e outros ganhos tecnológicos, não foram acompanhados por progressos nas práticas de sustentabilidade e responsabilidade social. O agronegócio brasileiro desmata, convive com práticas ilegais, como trabalho escravo, trabalho degradante, não assume responsabilidade pela cadeia de suprimentos (supply chain). Ao adotar más práticas ambientais e trabalhistas, carimba os produtos como de má qualidade.Alguns setores começaram a melhorar suas práticas, mas só depois que passaram a enfrentar o risco real e presente de perderem seus melhores mercados externos. Foi o caso da soja, que terminou por fazer a moratória, que reduziu significativamente sua
contribuição para o desmatamento ilegal na Amazônia.
Os frigoríficos brasileiros ainda não aprenderam essa lição, mesmo depois de serem advertidos pelos grandes supermercados de que não comprariam mais carne daqueles que não fossem capazes de demonstrar sua origem. Grandes supermercados como o Walmart, o Carrefour e o Pão de Açúcar têm programas de sustentabilidade que olham para a cadeia de suprimentos. E, por essas políticas, cada fornecedor tem que se responsabilizar por seus fornecedores também.
O mesmo acontece com o couro, grandes importadores, como a Nike, a Timberland, a Puma, a Columbia e a Patagônia já disseram que não continuarão a comprar couro brasileiro, se não tiverem garantia de origem, comprovando que não contribuem para o desmatamento da Amazônia Agora mesmo, o Brasil teve que suspender, em comum acordo com as autoridades de Washington, as vendas de carne para o EUA, nosso maior mercado. Qual a razão? O JBS Friboi exportou para o EUA 40 toneladas de carne processada com teores de Ivermectina muito acima do permitido pelos padrões sanitários, informa Raquel Landim, do Estado de
São Paulo. A Ivermectina é um vermífugo utilizado na criação de bovinos, mas que pode ser danoso à saúde humana. Esse frigorífico, que é financiado com subsídio pelo BNDES, também não obedeceu ao compromisso de garantir a origem de sua carne, assumido no acordo com os supermercados, intermediado pelo Greenpeace, para eliminar da cadeia de suprimentos a carne de desmatamento. Aliás, o Greenpeace está também na origem da moratória da soja.
O agronegócio brasileiro tem uma história de sucesso. Somos, hoje um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo. Somos o maior fornecedor do mercado global de carnes, tendo, ao longo dos anos superado grandes e tradicionais produtores como Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Não fosse o agronegócio brasileiro, nossa balança comercial seria deficitária. É ele que equilibra o sistema de comércio externo brasileiro.
Mas essa história de sucesso tecnológico e econômico tem bases podres, por causa das péssimas práticas sócio-ambientais. A liderança ruralista não representa a atitude dos bons produtores. Representa as piores práticas. Faz isso quando defende mudança no Código Florestal, para reduzir a área de reservas florestais. Diz que não precisa desmatar, mas trabalha politicamente para poder desmatar. Faz pressão sobre o governo, para atrasar a revisão dos agrotóxicos em uso, que tendem a ser banidos. Chama de absurdas as regras elementares de práticas trabalhistas mínimas. Míriam Leitão mostrou, em coluna recente, que o agronegócio tem sido campeão de flagrantes indiscutíveis de trabalho escravo e condições degradantes de trabalho, que lideranças como a senadora Kátia Abreu, nega existirem.
Ao todo, de 2003 para 2009, foram encontrados 30 mil trabalhadores em condições análogas às da escravidão nas fazendas inspecionadas, conta Míriam Leitão.
A empresa tem que fornecer água potável para os trabalhadores. Essa é uma das 252 normas do Ministério do Trabalho para as fazendas. Por que escrever uma
exigência óbvia? Entre 2003 a 2008, em 451 fazendas ficou constatado que os trabalhadores não tinham acesso à água minimamente aceitável. Há regras que não
precisariam ser escritas desde o fim das senzalas.
Exemplos de regras espantosamente básicas: é preciso haver banheiro nos alojamentos; água para lavar o agrotóxico das mãos antes das refeições; os alojamentos têm que ser divididos por sexo; alojamentos de famílias não podem ser coletivos; trabalhador não pode pagar pelo equipamento de trabalho; se sofrer acidente, tem que receber primeiros socorros. Não deveria existir instruções assim tão detalhistas. O normal é que não houvesse. Mas os relatórios dos grupos móveis de fiscalização, que foram a quase 1.800 fazendas desde 2003, mostram que o que deveria ser normal numa sociedade civilizada, nem sempre é oferecido ao trabalhador de certas propriedades rurais.
(Miriam Leitão, na coluna Contra os fatos).
Eu estive visitando uma região de produção de soja no cerrado mineiro e os produtores estão desesperados com a baixa disponibilidade de água. A água era abundante e sumiu. Por quê? Porque desmataram tudo, destruíram as matas ciliares, poluíram os mananciais, usaram água de forma abusiva. Agora estão querendo acabar com as áreas protegidas da região, para terem acesso às suas águas.
A liderança do agronegócio, ao optar por defender a banda suja do setor, como se fizesse a defesa geral dessa indústria, está trocando benefícios de curtíssimo prazo
por um desastre econômico e comercial de médio prazo. Ao estimular a adoção das piores práticas produtivas e ao negar a sustentabilidade como parte de sua estratégia futura para garantir a continuidade de sua trajetória vitoriosa, está condenando o agronegócio brasileiro à condição de pária na economia global. E está comprometendo a sustentabilidade econômico-financeira do setor na economia brasileira.
Um dos argumentos utilizados para o uso de agrotóxicos comprovadamente nocivos, por exemplo, é de que a lei brasileira não proíbe. É verdade que vivemos um apagão regulatório. Nenhuma agência regulatória está funcionando bem no Brasil: Anvisa, Anatel, Aneel, Ibama. Estamos entrando na era em que a gestão da cadeia de suprimentos vai ser ditada pelo consumidor. A busca da qualidade técnica, social e ambiental dos produtos, de todas as cadeias, é uma tendência inexorável. Quem não acompanhá-la sairá dos bons mercados, ficará nos mercados de baixa qualidade, como fornecedores de baixa qualidade.O agronegócio brasileiro, as empresas líderes que adotam boas práticas, ao admitir essa liderança atrasada e reacionária, está aceitando riscos que se voltarão contra ele. Os boicotes vão aumentar. Os recalls de produtos brasileiros nos melhores mercados vão se suceder. O Brasil perderá fatias nobres do mercado global de commodities. É esse mesmo o projeto da agricultura brasileira?
Agronegócio brasileiro adota as piores práticas sócio-ambientais. Despreza a tendência do mercado global de adotar práticas de sustentabilidade em toda a cadeia de suprimentos. Um projeto economicamente suicida. O Brasil é o maior importador de agrotóxicos banidos no EUA e na União Européia, por razões sanitárias. Esses produtos, muito tóxicos, são muito nocivos à saúde humana e ao ambiente, especialmente à água.
Em matéria, no último domingo, para o Estado de São Paulo, Lígia Formenti conta que aumenta a importação de produtos proibidos nos países desenvolvidos, como o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil toneladas.
Esses agrotóxicos são de difícil remoção dos produtos em cuja produção são utilizados. Fazem mal à saúde. Envenenam o lençol freático, a terra e os rios. Eles marcam os produtos agrícolas brasileiros como de má qualidade.
Qual o projeto estratégico do agronegócio brasileiro? Adotar as piores práticas e enfrentar barreiras comerciais crescentes?
O agronegócio brasileiro cresceu de forma espetacular. Acompanhei esse desempenho.
Cheguei a escrever uma coluna na Veja, mostrando que vender commodities era chique, porque nossa agricultura estava se transformando em um negócio de alta tecnologia. Naquela época, prevalecia no Brasil a idéia de que só era bacana exportar produtos da indústria manufatureira, que se dizia tinham mais tecnologia. Uma tese falsa. Na comparação em teor de tecnologia, o setor do agronegócio dá de goleada na indústria.Mas os avanços na genética, na nutrição e outros ganhos tecnológicos, não foram acompanhados por progressos nas práticas de sustentabilidade e responsabilidade social. O agronegócio brasileiro desmata, convive com práticas ilegais, como trabalho escravo, trabalho degradante, não assume responsabilidade pela cadeia de suprimentos (supply chain). Ao adotar más práticas ambientais e trabalhistas, carimba os produtos como de má qualidade.Alguns setores começaram a melhorar suas práticas, mas só depois que passaram a enfrentar o risco real e presente de perderem seus melhores mercados externos. Foi o caso da soja, que terminou por fazer a moratória, que reduziu significativamente sua
contribuição para o desmatamento ilegal na Amazônia.
Os frigoríficos brasileiros ainda não aprenderam essa lição, mesmo depois de serem advertidos pelos grandes supermercados de que não comprariam mais carne daqueles que não fossem capazes de demonstrar sua origem. Grandes supermercados como o Walmart, o Carrefour e o Pão de Açúcar têm programas de sustentabilidade que olham para a cadeia de suprimentos. E, por essas políticas, cada fornecedor tem que se responsabilizar por seus fornecedores também.
O mesmo acontece com o couro, grandes importadores, como a Nike, a Timberland, a Puma, a Columbia e a Patagônia já disseram que não continuarão a comprar couro brasileiro, se não tiverem garantia de origem, comprovando que não contribuem para o desmatamento da Amazônia Agora mesmo, o Brasil teve que suspender, em comum acordo com as autoridades de Washington, as vendas de carne para o EUA, nosso maior mercado. Qual a razão? O JBS Friboi exportou para o EUA 40 toneladas de carne processada com teores de Ivermectina muito acima do permitido pelos padrões sanitários, informa Raquel Landim, do Estado de
São Paulo. A Ivermectina é um vermífugo utilizado na criação de bovinos, mas que pode ser danoso à saúde humana. Esse frigorífico, que é financiado com subsídio pelo BNDES, também não obedeceu ao compromisso de garantir a origem de sua carne, assumido no acordo com os supermercados, intermediado pelo Greenpeace, para eliminar da cadeia de suprimentos a carne de desmatamento. Aliás, o Greenpeace está também na origem da moratória da soja.
O agronegócio brasileiro tem uma história de sucesso. Somos, hoje um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo. Somos o maior fornecedor do mercado global de carnes, tendo, ao longo dos anos superado grandes e tradicionais produtores como Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Não fosse o agronegócio brasileiro, nossa balança comercial seria deficitária. É ele que equilibra o sistema de comércio externo brasileiro.
Mas essa história de sucesso tecnológico e econômico tem bases podres, por causa das péssimas práticas sócio-ambientais. A liderança ruralista não representa a atitude dos bons produtores. Representa as piores práticas. Faz isso quando defende mudança no Código Florestal, para reduzir a área de reservas florestais. Diz que não precisa desmatar, mas trabalha politicamente para poder desmatar. Faz pressão sobre o governo, para atrasar a revisão dos agrotóxicos em uso, que tendem a ser banidos. Chama de absurdas as regras elementares de práticas trabalhistas mínimas. Míriam Leitão mostrou, em coluna recente, que o agronegócio tem sido campeão de flagrantes indiscutíveis de trabalho escravo e condições degradantes de trabalho, que lideranças como a senadora Kátia Abreu, nega existirem.
Ao todo, de 2003 para 2009, foram encontrados 30 mil trabalhadores em condições análogas às da escravidão nas fazendas inspecionadas, conta Míriam Leitão.
A empresa tem que fornecer água potável para os trabalhadores. Essa é uma das 252 normas do Ministério do Trabalho para as fazendas. Por que escrever uma
exigência óbvia? Entre 2003 a 2008, em 451 fazendas ficou constatado que os trabalhadores não tinham acesso à água minimamente aceitável. Há regras que não
precisariam ser escritas desde o fim das senzalas.
Exemplos de regras espantosamente básicas: é preciso haver banheiro nos alojamentos; água para lavar o agrotóxico das mãos antes das refeições; os alojamentos têm que ser divididos por sexo; alojamentos de famílias não podem ser coletivos; trabalhador não pode pagar pelo equipamento de trabalho; se sofrer acidente, tem que receber primeiros socorros. Não deveria existir instruções assim tão detalhistas. O normal é que não houvesse. Mas os relatórios dos grupos móveis de fiscalização, que foram a quase 1.800 fazendas desde 2003, mostram que o que deveria ser normal numa sociedade civilizada, nem sempre é oferecido ao trabalhador de certas propriedades rurais.
(Miriam Leitão, na coluna Contra os fatos).
Eu estive visitando uma região de produção de soja no cerrado mineiro e os produtores estão desesperados com a baixa disponibilidade de água. A água era abundante e sumiu. Por quê? Porque desmataram tudo, destruíram as matas ciliares, poluíram os mananciais, usaram água de forma abusiva. Agora estão querendo acabar com as áreas protegidas da região, para terem acesso às suas águas.
A liderança do agronegócio, ao optar por defender a banda suja do setor, como se fizesse a defesa geral dessa indústria, está trocando benefícios de curtíssimo prazo
por um desastre econômico e comercial de médio prazo. Ao estimular a adoção das piores práticas produtivas e ao negar a sustentabilidade como parte de sua estratégia futura para garantir a continuidade de sua trajetória vitoriosa, está condenando o agronegócio brasileiro à condição de pária na economia global. E está comprometendo a sustentabilidade econômico-financeira do setor na economia brasileira.
Um dos argumentos utilizados para o uso de agrotóxicos comprovadamente nocivos, por exemplo, é de que a lei brasileira não proíbe. É verdade que vivemos um apagão regulatório. Nenhuma agência regulatória está funcionando bem no Brasil: Anvisa, Anatel, Aneel, Ibama. Estamos entrando na era em que a gestão da cadeia de suprimentos vai ser ditada pelo consumidor. A busca da qualidade técnica, social e ambiental dos produtos, de todas as cadeias, é uma tendência inexorável. Quem não acompanhá-la sairá dos bons mercados, ficará nos mercados de baixa qualidade, como fornecedores de baixa qualidade.O agronegócio brasileiro, as empresas líderes que adotam boas práticas, ao admitir essa liderança atrasada e reacionária, está aceitando riscos que se voltarão contra ele. Os boicotes vão aumentar. Os recalls de produtos brasileiros nos melhores mercados vão se suceder. O Brasil perderá fatias nobres do mercado global de commodities. É esse mesmo o projeto da agricultura brasileira?
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Os 5 piores desastres envolvendo petróleo do mundo
O vazamento do Golfo do México está mobilizando toda a comunidade mundial. Mas o fato é que nós, humanos, fizemos milhares de buracos na Terra para extrair o “ouro negro” e, mais de uma vez, houve falhas na extração da substância, resultando em desastres naturais. Confira uma lista com os piores vazamentos de petróleo que presenciamos:
5. Lake Perigneur, Los Angeles:
Em novembro de 1980 uma estação da Texaco afundou no leito do Lago Perigneur, em Los Angeles – um lago de águas puras e cristalinas. Uma broca da estação estava tentando chegar a um “lençol” de petróleo, mas acabou atingindo uma caverna que, no fim, era uma mina de sal. O erro de cálculo provocou um deslocamento de águas que resultou em um redemoinho forte, provocando o naufrágio da estação. A pressão foi tão forte que resultou em uma espécie de geyser de 120 metros de altura. Ninguém morreu no acidente, mas o Lago Perigneur foi alterado para sempre – como a mina era de sal, toda a água doce e fresca que havia no lago foi substituída e o ecossistema de região completamente alterado.
4. Sidoarjo, o vulcão de lama da Indonésia:
A companhia de exploração de petróleo Lapindo Brantas estava escavando uma área perto da província de Java, na Indonésia, e atingiu o vulcão de lama Sidoarjo. Vilas inteiras foram atingidas pelo vazamento de lama e 25 mil pessoas precisaram se mudar dos vilarejos próximos. Especialistas estimam que o vazamento irá continuar por mais 30 anos, ininterruptamente.
3. O colapso da Alexander Kielland:
A Alexander Kielland era uma estação localizada nos mares do norte. Ela afundou em 1980 matando 123 pessoas. A Alexander era uma estação semi-submersível, o que quer dizer que ela não era fixa no fundo do oceano, apenas flutuava na superfície. Uma estrutura que dava suporte à estação simplesmente quebrou. Como as águas daquela parte do mar são muito geladas e como as ondas são muito fortes, apenas 89 pessoas conseguiram sobreviver.
2. O desastre da Alpha Piper Rig:
Em 1988, uma estação de extração de petróleo chamada Alpha Piper sofreu uma falha em um dos canos e houve vazamento de petróleo e de gás. Não demorou para que o negócio explodisse. Helicópteros tentavam resgatar os sobreviventes na proa da estação, mas, por causa dos incêndios que tomavam o lugar, não conseguiam pousar. 167 pessoas morreram e apenas 57 conseguiram se salvar – dessas, 73% precisaram ser tratadas contra stress pós-traumático.
1. Os fogos do Kuwait:
Em 1991 os exércitos de Saddam Hussein foram expulsos do Kuwait, mas deixaram uma linha de destruição para trás. Eles sabotaram os campos de petróleo do país, danificando 750 dos 943 poços de petróleo do país. Em mais de 600 eles simplesmente atearam fogo. Mais de um milhão de barris de petróleo foram desperdiçados e a fumaça resultante era cheia de gases nocivos, que poderia causar câncer de pulmão e problemas respiratórios para qualquer um que os aspirasse. O Kuwait precisou gastar 1,5 milhões de dólares para tentar interromper os incêndios e mais de 5 bilhões para consertar a infra-estrutura danificada.
Fonte:[LiveScience]
terça-feira, 1 de junho de 2010
Projeto prevê arranha-céu que limpa água do rio
Jakarta está localizada em uma região cortada por treze rios diferentes, que abastecem a população local. O grande problema é que com o crescimento da cidade, os flúmens foram poluídos e as enchentes causam cada vez mais estragos nas favelas construídas ao longo dos leitos.
Para amenizar esses dois problemas e ainda fornecer um espaço para moradia da população de baixa renda, um grupo de arquitetos criou o Ciliwung Recovery Project (CRP). Ele foi projetado para utilizar um sistema integrado de filtragem que irá purificar as água do maior rio da região.
A estrutura do prédio é feita a partir de uma coluna de tubos que transportam a água do rio ao longo das três etapas de purificação e depois a leva de volta ao seu fluxo natural.
Na primeira etapa da limpeza, a água sobe pelos tubos por meio de uma ação capilar, fazendo com que parte do lixo seja separada naturalmente. Esse material seguirá para reciclagem ou compostagem, a depender do tipo.
A construção ainda será abastecida por turbinas eólicas e por placas solares instaladas no telhado e toda a estrutura será coberta com vegetação natural. Para economizar energia, os elevadores do prédio serão movidos por um sistema baseado no Princípio de Arquimedes, que utiliza a relação entre gravidade e empuxo da água para movimentar os corpos.
Graças ao seu conceito inovador, design e benefícios ecológicos, o CRP recebeu o prêmio de segundo colocado na eVolo Skyscraper Competition 2010. A competição tem o objetivo de “examinar a relação entre o arranha-céu e o mundo natural, a comunidade e a vida urbana. (…) Incentivar a imaginação para redefinir o termo ‘arranha-céus’ por meio do uso de novos materiais, tecnologias, estéticas, programas e novas organizações espaciais”.
*Via EcoDesenvolvimento.
Para amenizar esses dois problemas e ainda fornecer um espaço para moradia da população de baixa renda, um grupo de arquitetos criou o Ciliwung Recovery Project (CRP). Ele foi projetado para utilizar um sistema integrado de filtragem que irá purificar as água do maior rio da região.
A estrutura do prédio é feita a partir de uma coluna de tubos que transportam a água do rio ao longo das três etapas de purificação e depois a leva de volta ao seu fluxo natural.
Na primeira etapa da limpeza, a água sobe pelos tubos por meio de uma ação capilar, fazendo com que parte do lixo seja separada naturalmente. Esse material seguirá para reciclagem ou compostagem, a depender do tipo.
Depois a água é filtrada para eliminar resíduos tóxicos e contaminantes, e segue de volta para o rio. A água utilizada no próprio prédio também será coletada, tratada e filtrada antes de ser despejada no rio. Já os resíduos domésticos serão transformados em adubo para utilização no leito.
Para tornar o novo ecossistema ainda mais equilibrado, as favelas ao longo do rio serão removidas e os moradores serão relocados no próprio prédio, em unidades de habitação de baixa renda. Assim, além de fornecer moradia adequado à essas pessoas, a área que elas ocupavam poderá ser reflorestada.A construção ainda será abastecida por turbinas eólicas e por placas solares instaladas no telhado e toda a estrutura será coberta com vegetação natural. Para economizar energia, os elevadores do prédio serão movidos por um sistema baseado no Princípio de Arquimedes, que utiliza a relação entre gravidade e empuxo da água para movimentar os corpos.
Graças ao seu conceito inovador, design e benefícios ecológicos, o CRP recebeu o prêmio de segundo colocado na eVolo Skyscraper Competition 2010. A competição tem o objetivo de “examinar a relação entre o arranha-céu e o mundo natural, a comunidade e a vida urbana. (…) Incentivar a imaginação para redefinir o termo ‘arranha-céus’ por meio do uso de novos materiais, tecnologias, estéticas, programas e novas organizações espaciais”.
*Via EcoDesenvolvimento.
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