segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IPCC subestimou degelo no Ártico, aponta estudo


Em vez de o mar congelado que recobre o oceano Ártico afinar a uma taxa de 4% por década até 2100, como projetou o relatório de 2007 do IPCC (Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas), esse índice deverá chegar aos 16% no período, conforme um grupo de pesquisadores liderados por Pierre Rampal, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que publicou seus dados na edição desta semana do Journal of Geophysical Research.
Os cientistas reuniram dados de modelagem com observações de satélites, navios e até submarinos. Segundo Rampal e seus colegas, os modelos climáticos computacionais que estimaram um polo Norte sem gelo no verão em 2100 estão atrasados 40 anos em relação às observações. Da mesma forma, o papel da chamada “amplificação ártica”, como é conhecido o efeito de aumento da temperatura devido à perda do gelo marinho e à maior absorção de radiação solar pelo oceano, provavelmente foi subestimado.
A razão se deve ao fato de que os modelos deixaram de reproduzir o aumento de velocidade que ocorre quando o gelo fica mais fino.
O mar congelado do Ártico está em permanente movimento, seguindo as correntes. Todo verão, elas empurram enormes quantidades de gelo para fora do oceano Ártico, pelo chamado estreito de Fram, entre a Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, diminuindo a área do mar congelado. Com a água mais quente, as placas de gelo ficam mais finas (a média entre 1980 e 2008 é de 1,65 metro de afinamento no verão) e se rompem mais. Consequentemente, aumenta a velocidade de “exportação” do gelo e, em seguida, amplia a redução de área da banquisa.
De acordo com Rampal, os modelos falham em capturar essa relação entre deformação e velocidade. Ao aplicarem a metodologia usada no novo estudo aos modelos, eles conseguiram resolver quase todas as diferenças entre modelos e observações, o que pode ajudar a estimar com maior precisão o papel do Ártico no clima futuro da Terra.
Polêmica sobre o IPCC
Órgão composto por representantes de 130 países, o IPCC promove avaliações regulares sobre as mudanças climáticas. O painel é considerado um dos principais órgãos internacionais responsáveis pela análise científica do aquecimento global.
Em março de 2010, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou que o órgão passaria por uma revisão independente de seus métodos de trabalho, por meio de um conselho interacadêmico, em razão de supostos erros registrados em seu último grande relatório sobre mudanças climáticas, em 2007.
O chefe do comitê de especialistas que revisou o desempenho do órgão, Harold Shapiro, elogiou o trabalho do IPCC à frente das avaliações sobre o clima. “Em nossa opinião, de forma geral, o trabalho do IPCC tem sido um sucesso e serve positivamente à sociedade.” Contudo, o líder do InterAcademy Council (IAC) fez uma ressalva, ao afirmar que a reação do órgão da ONU sobre os erros de 2007 foi feita de forma “lenta e inadequada”.
Uma das recomendações do comitê sugere que o IPCC deverá nomear um diretor-executivo que se encarregue de atividades diárias, seja considerado um porta-voz do órgão e permaneça no cargo apenas durante os cinco anos da elaboração de cada um dos relatórios.
Atualmente, as regras estabelecem que o chefe do IPCC (hoje é o indiano Rajendra Pachauri) pode permanecer no cargo por dois mandatos de seis anos. Pachauri foi eleito para o cargo em 2002 e reeleito para um segundo mandato em 2008.
Segundo o IPCC, possíveis erros cometidos em 2007 não muda o fato de que a ação humana contribui diretamente para o agravemento do aquecimento global.



Via Redação EcoD, com informações da Folha.com | Imagem: Groenlândia em 2007

Fotos, muitas fotos incríveis da vida marinha


Ah, os seres bioluminescentes que habitam as áreas mais longínquas e profundas dos mares… eles são lindos! Mas não é fácil ver esses pequenos brilhantes, por isso uma equipe da USP criou o Cifonauta, site com um tremendo banco de dados de fotos do fundo (e da parte mais rasa também) do mar.
As fotos do Cifonauta foram compiladas pelo Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo e é voltado para você, leitor curioso, ou você, pesquisador. Lá estão todas as informações catalogadas: Animal ou planta, reino, filo, gênero e espécie.
Centropages velificatus Turritopsis nutricula Clypeaster subdepressus Frontonia Eutima sapinhoa, Tivela mactroides Eucidaris tribuloides
O projeto é criação dos pesquisadores Álvaro Esteves Migotto e Bruno Vellutini. Eles passaram dois anos fazendo o site que roda em tecnologias bem recentes de programação para uma experiência mais fluida. Parabéns, caras!

Cifonauta via Gizmodo | Imagens: Cifonauta

Quem diria, coco deixa a água muito mais limpa


Se um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo der certo, você terá mais um bom motivo para saborear a água de coco, tão popular no Brasil especialmente em praias e parques. A pesquisa, coordenada pelo professor Joselito Nardy Ribeiro, usa a casca da fruta em estações de tratamento d’água. E, até aqui, tudo está indo muito bem.
A casca do coco não tem uma reciclagem fácil é costuma ser descartada pelos cantos de locais públicos, fazendo uma bela sujeira. Daí veio a ideia da equipe da Ufes: Utilizar o mesocarpo do coco (a parte carnuda de dentro do fruto, que pouca gente consome depois de tomar o líquido) para retirar fármacos, corantes, pesticidas e até metais da água.
A pesquisa identificou ainda que o bagaço da cana de açúcar também tem capacidade de filtrar, mas seu uso tem sido cada vez mais constante na geração de energia elétrica dentro das próprias usinas.
Cocos de praias capixabas estão sendo recolhidos graças ao apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo e serão usados como filtros após um processo de descontaminação e trituração.
A técnica é promissora apresentando custos menores que o método de filtragem atual através do carvão ativado.


Via: Super Interessante | Imagem: Diego Torres Silvestre

Brasil terá sistema nacional de monitoramento de resíduos sólidos até 2013


O governo federal trabalha na estruturação de um centro de monitoramento de resíduos gerados no país, que deverá entrar em operação em 2013. A previsão foi feita nesta segunda-feira, 24 de outubro, pelo secretário de recursos hídricos e ambiente urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, ao participar de debate promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.
Será o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) que, segundo Bonduki, reunirá, em uma única central, informações sobre todos os resíduos gerados no país. Ele explicou que alguns tipos de resíduos, como os hospitalares, já têm sua destinação monitorada e fiscalizada. O objetivo, agora, é fazer isso com todos os tipos de materiais.
O Sinir terá um papel fundamental para a fiscalização do cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada e regulamentada em 2010. A lei prevê o fechamento de todos os lixões até 2014, o envio do lixo a aterros sanitários ambientalmente adequados e a criação de cadeias de recolhimento e reciclagem de materiais. Cidades, estados e setores produtivos que não respeitarem o determinado pela PNRS estarão sujeitos a punições. O Sinir será a base de dados usada para essa fiscalização.
Segundo Bonduki, para quem o sistema deverá funcionar em, no máximo, um ano e meio, o mecanismo será importante para o cumprimento de metas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. “O sistema de informação e monitoramento será fundamental para que se regule o cumprimento das metas do plano nacional”. O plano está em fase final de elaboração e vai estabelecer metas sobre como as mudanças no tratamento do lixo terão de ser implementadas. A criação do plano estava prevista na PNRS e deve ser concretizada no primeiro trimestre de 2012.
O plano servirá como base para os programas estaduais e municipais de resíduos que também terão de ser formulados. O Ministério do Meio Ambiente publicou nesta segunda-feira um edital oferecendo financiamento a estados e consórcios intermunicipais que estejam estruturando seus planos conforme determina a PNRS.
Bonduki destacou que a PNRS é uma política ampla e que precisa do envolvimento de todos para que dê certo. Para ele, só com a participação de todas as esferas de governo, das empresas, dos catadores e toda sociedade o problema dos resíduos será equacionado.
O Brasil produz 180 mil toneladas de resíduos por dia – pouco menos de 1 quilo de resíduo por pessoa. Desse total, 58% são levados a um aterro sanitário, recebendo, assim, tratamento adequado. Já o restante, geralmente, é levado aos lixões.


Via Redação EcoD | Imagem: Arquivo ABr

iSol: Apple pretende construir fazenda solar


A empresa da maçã parece querer ficar mais verde. Depois de receber algumas patentes sobre um sistema de recarregamento de gadgets com energia solar, a própria empresa deve construir uma fazenda solar próximo ao seu datacenter em Maiden, Carolina do Norte, nos EUA.
Ainda não há confirmação dos planos da empresa para o local, mas tudo indica que as autoridades já aprovaram o projeto de reforma para os 171 hectares da área. Também no campo da incerteza, faltam informações sobre a quantidade de energia que será gerada pelos painéis a serem instalados no “Project Dolphin Solar Farm” (Fazenda Solar do Projeto Golfinho). O nome estranho é por conta do datacenter vizinho que, enquanto era planejado, tinha o codinome de Project Dolphin.
Em outras instalações da empresa, no Texas e na Califórnia, a energia já é totalmente extraída de fontes renováveis, o que deixa esse projeto ainda mais audacioso: Será que veremos um datacenter todo funcionando só com energia solar?


Via Info | Imagem: Getty Images

Esqueça o concreto, esta ponte é feita de plástico reciclado!


E bota plástico nisso: 50 toneladas foram usadas. Tudo veio de garrafas e embalagens de sanduíches que foram misturadas para criar uma ponte de 27 metros sobre o rio Tweed, em Peebleshire, na Escócia.
Os responsáveis pela obra foram o escritório Vertech e as Universidades de Rutgers (EUA) e de Cardiff (Inglaterra). A construção e instalação da ponte demorou apenas duas semanas. Isso mesmo, foram 14 dias para montar e instalar a ponte.
Para ficar ainda melhor a ponte tem alguns truques bons para quem vai ficar tão perto d’água: ela não enferruja (claro, é de plástico!) e não precisa de pintura. Se um dia ela não precisar mais ficar por lá, pode ser reciclada novamente. Fica a pergunta: quando todas as pontes serão assim?


Via Gizmodo | Imagem: Divulgação