sábado, 28 de agosto de 2010

Sua urina pode salvar o mundo – saiba como


Porque deixar seu xixi ir ralo abaixo quando ele pode ser usado para recarregar seu celular? Muita calma, não vá se aliviar no aparelho ainda! De acordo com o cientista Shanwen Tao, a urina pode nos ajudar a resolver o problema de abastecimento de energia mundial.




Tao é um químico e ele acredita que o “ouro líquido” que você rejeita pode fornecer energia suficiente para o funcionamento de fazendas e de escritórios.



O primeiro argumento do cientista é que, ao contrário de combustíveis fósseis, urina é abundante e renovável. Temos quase 7 bilhões de pessoas no mundo produzindo cerca de 10 bilhões de litros de urina diariamente. Adicione os animais que criamos a essa mistura e você terá uma idéia da enorme quantidade de xixi que é produzida no mundo.



Obviamente que todo esse esgoto é um problema. Se deixarmos o xixi ir direto para as águas, sem passar por um tratamento, ele pode arruinar completamente alguns ecossistemas. Além disso o próprio ato de tratar o esgoto consome energia – só os Estados Unidos, 1,5% de toda a energia produzida no país é gasta no tratamento de esgoto.



Então seria uma boa para o Meio Ambiente (e isso inclui você) se a urina parasse de ser despejada nos rios e se seu tratamento não consumisse tanta energia.



O hidrogênio, hoje, pode ser usado para movimentar nossas máquinas, é retirado em grandes quantidades de combustíveis fósseis. Mas é difícil de estocar e de distribuir o hidrogênio assim. Outro método que pode ser utilizado é dividir as moléculas de água durante o uso da máquina, liberando o hidrogênio. Mas é necessária muita energia para dividir a água.



Então por que não usar urina em vez de água? A composição da urina possui hidrogênio e ela é uma substância mais simples de ser dividida.



Segundo Tao esse método, por ser simples e necessitar apenas de um eletrodo, poderia ser usado em lugares remotos para carregar seu celular ou então ligar um rádio.



Uma outra aplicação, dessa vez em larga escala, seria em fazendas criadoras de gado, por exemplo. Se o xixi das vacas fosse separado dos “resíduos sólidos” ele poderia ser usado para fornecer a energia para as máquinas do local (mas como alguém separaria o xixi do esterco da vaca ainda é um mistério).



Talvez a urina não seja a solução ideal ou final para nossos problemas com energia, mas quanto mais fontes de energia verde e renovável tivermos, melhor. [Gizmodo]

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nova fonte de energia alternativa: eletricidade retirada do ar


A nova forma de geração de energia está sendo chamada de higroeletricidade  – que significa eletricidade vinda da umidade. E cientistas já estão construindo aparelhos que sejam capazes de coletá-la.
Ela funciona coletando gotículas de água eletricamente carregadas na atmosfera. Estudos recentes provaram que essa água não é eletricamente neutra. Essa água realmente pode acumular energia e transferir isso para outras superfícies com as quais entra em Contato 
Isso significa que, no Futuro, em áreas com alta umidade, a energia poderia ser coletada da água da mesma forma com que painéis solares conseguem coletar a energia da luz. Aparelhos similares também pode, em teoria, ser usados para prevenir a formação de raios. [Gizmodo]

Bactérias estão comendo a mancha de petróleo na costa americana

Já se vão mais de 4 meses desde o desastre petrolífero que derramou quase 800.000 litros de óleo no Golfo do México. Já demos um panorama geral sobre o que foi o problemas, mas também explicamos que o homem não tem nenhum malefício para a saúde diretamente do petróleo. De qualquer maneira, é uma catástrofe, porque a vida marinha é prejudicada. Mas pesquisas recentes indicam que a mancha sumiu quase completamente. O motivo? As bactérias estão comendo o óleo.
Os cientistas realmente desconheciam essa bactéria marinha. Por conta disso, o sumiço gradativo e contínuo da mancha, que vinha sendo observado nas últimas semanas, era um mistério biológico. O segredo da fome que as bactérias apresentam pelo petróleo, no entanto, revelou-se muito simples: oxigênio. É o oxigênio presente no petróleo que as bactérias desejam consumir, mas acabam dando conta de eliminar todo o material. No DNA das bactérias, conforme descobriram os cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, há uma variedade de enzimas sintetizadoras de hidrocarbonetos.
As companhias de combustíveis, no futuro, poderão fazer uso dessas bactérias, por duas razões. De acordo com os pesquisadores: uma vez que elas degradam o petróleo naturalmente, podem fazer o trabalho de separar os componentes do material (processo que apresenta um alto custo), embora ainda não haja tecnologia para proporcionar isso. Além disso, pode-se descobrir onde há mais petróleo escondido por aí, basta monitorar as colônias dessas bactérias no fundo do mar e descobrir onde há incidência de atividades. Assim como onde há fumaça, há fogo, onde há atividade de bactérias digestoras de hidrocarbonetos, há petróleo. [Pop Science]

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aquecimento global: o mar antártico se expande enquanto o gelo ártico derrete

Um novo estudo demonstrou que o gelo marinho da Antártida aumentou, apesar do aquecimento global, ao contrário do gelo no Ártico. Mas isso deverá mudar, conforme os gases do efeito de estufa continuem a aquecer as águas da Antártida.


Isso fornece uma explicação para o gelo do mar na Antártida estar crescendo ao longo dos últimos 30 anos, embora o aquecimento global tenha derretido muito do gelo do Ártico. O aquecimento dos oceanos provocou precipitações na atmosfera superior, e essas precipitações caem como neve na Antártida.

As camadas superiores do oceano, em seguida, tornam-se menos densas, porque a neve faz com que essas camadas superficiais fiquem menos salgadas, tornando-as mais estáveis. Isso impede que as correntes mais quentes na parte mais profunda do oceano atinjam as águas superficiais e derretam o gelo na Antártida.
Pode parecer uma contradição que as águas quentes da superfície são o que provoca a precipitação que está ajudando a criar gelo, e também provoca o derretimento do gelo do mar quando ele sobe. Mas o problema, de acordo com o estudo, é que os oceanos estão se tornando muito quentes na Antártida devido ao aquecimento global causado pelo homem.
O aumento da quantidade de gases do efeito de estufa provoca o aquecimento do clima, e este aquecimento faz com que a precipitação na Antártida se torne chuva em vez de neve, o que derrete o gelo e a neve em um ritmo muito mais rápido. Os raios solares são, então, absorvidos pelo oceano conforme o gelo derrete, o oceano aquece ainda mais e, eventualmente, isso leva ao derretimento do gelo do mar.
Há vários problemas associados com o derretimento do gelo do mar. Por exemplo, alguns animais na Antártida dependem do gelo para a caça e sobrevivência. Esse derretimento também poderia mudar a forma como a água no oceano viaja ao redor do mundo, o que pode interferir nos padrões de circulação que fornecem nutrientes para até três quartos da vida marinha. [DailyTech]

Oceanos, graças à emissão de gases nocivos, estão ficando mais ácidos

Os oceanos da Terra, basicamente, estão absorvendo tanto dióxido de carbono que estão começando a ficar ácidos.


A maioria dos pesquisadores da área, que acredita no aquecimento global como um fenômeno real e mensurável (há os céticos também), afirma que a atividade humana e, principalmente a queima de combustíveis fósseis, contribuiu para que o efeito estufa normal do planeta se intensifique a níveis muito superiores. Todo esse carbono despejado pelas emissões fica na nossa atmosfera.

Um modelo computadorizado feito por alguns desses especialistas mostra que um terço dessas emissões de carbono é absorvido pelos oceanos do planeta – e que a substância estaria causando a acidificação da água, comprometendo a vida marinha.
De acordo com essa pesquisa, o pH da água dos oceanos em 1750 era de 8,2. Atualmente é 8,1 – quanto mais baixo é o pH, mais ácida é a água. Se o oceano continuar a absorver a quantidade crescente de dióxido de carbono, em 2100 o pH do mar chegada a 7,7. Parece pouco, mas, provavelmente, boa parte da vida marinha não conseguiria se adaptar (leia-se “evoluir”) para sobreviver em águas mais ácidas.
Com apenas uma espécie de alga, por exemplo, sendo extinta, os animais menores que se alimentam dela também acabam desaparecendo por falta de alimento. Com esses pequenos animais desaparecendo, os grandes animais também ficam sem comida, desequilibrando todo um ecossistema. No fim isso afeta, também, a nossa cadeia alimentar e a nossa economia – então a alteração do pH pode parecer um problema pequeno, mas é digno de preocupação [DailyTech]

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A poluição e o tráfego podem causar diabetes

A poluição atmosférica urbana – especialmente as partículas e gases liberados no ar graças ao tráfego de veículos pesados – podem aumentar o risco que uma pessoa tem de desenvolver diabetes tipo 2.




O estudo alemão, se confirmado, demonstra que a poluição representa um fator de risco potencialmente modificável para o distúrbio metabólico.



Mas como a poluição leva à diabetes? Ela provoca inflamações crônica de baixo nível. Embora possa ser uma resposta normal do organismo a uma infecção, a inflamação crônica pode danificar os tecidos e exaurir o corpo. Vários estudos têm relacionado poluentes inflamatórios com diabetes, mas nunca, como no estudo recente, em participantes saudáveis.



Os pesquisadores analisaram dados de 1.775 mulheres, todas com cerca de 55 anos e saudáveis quando entraram pro estudo. Ao longo do período, vários marcadores de inflamação foram medidos nas mulheres, principalmente o fator C3, ou C3c, que é uma proteína produzida pelo fígado em resposta à infecção ou outras fontes de inflamação.



O novo estudo também reuniu dados sobre a poluição a qual as mulheres tinham sido expostas. Em alguns casos, as concentrações foram medidas diretamente, por exemplo, através de estações de monitoramento do ar urbano; em outros casos a poluição do ar foi deduzida (com base na distância entre a casa de uma mulher e a estrada de tráfego intenso, por exemplo).



Ao longo do estudo, 187 participantes desenvolveram diabetes tipo 2. Quanto mais poluição uma mulher enfrentou, maior era sua chance de desenvolver diabetes. No entanto, as concentrações sanguíneas de C3c pareceram desempenhar um papel importante em sua vulnerabilidade. Na verdade, observam os pesquisadores, na maioria dos casos um risco elevado de diabetes tipo 2 era presente em mulheres com C3c alto no início.



Os pesquisadores afirmam que é “biologicamente plausível” que os poluentes do ar provoquem uma resposta imunológica no pulmão que depois se espalha para outras partes do corpo e torna-se aparente em níveis cronicamente elevados de marcadores pró-inflamatórios na circulação. Essa inflamação crônica pode também criar um ciclo vicioso, tornando pacientes afetados pela poluição do ar cada vez mais vulneráveis.



Quando mais poluída a região, o risco de diabetes aumenta cerca de 15%. No entanto, essa ligação só é válida para os participantes mais modestos. Participantes ricos que vivem em ruas movimentadas não mostraram vulnerabilidade semelhante à diabetes.



Os pesquisadores imaginam diversas razões; eles podem escolher apartamentos com janelas diferentes, que mantêm a maior parte da poluição fora do ambiente interior de suas residências. Ou eles podem usar ar condicionado no verão, e podem ter vivido em andares superiores de edifícios altos, bem acima da poluição. Também são mais propensos a ter um carro, que lhes permite evitar andar a pé na rua, o que de fato exagera a exposição ao tráfego, entre outras coisas.



Se a relação entre poluição e diabetes for confirmada, poderia ajudar a explicar porque a doença é mais frequente em áreas urbanas do que rurais. No passado, os elos entre urbanização e diabetes tinham sido atribuídos em grande parte às mudanças de estilo de vida das pessoas, como dieta e atividade física. [ScienceNews]