A Guarda Municipal de Juiz de Fora foi contemplada com o Prêmio “Amigo do Patrimônio”, pelo desenvolvimento do projeto “Trilhas do Imperador”. A premiação é concedida pela Funalfa em reconhecimento a iniciativas que atuam em benefício da preservação e da promoção do patrimônio cultural da cidade. A solenidade de entrega do prêmio acontece na próxima terça-feira, dia 17, às 16h, no Anfiteatro João Carriço, no segundo andar do antigo prédio da Prefeitura, junto ao Parque Halfeld.
Desde fevereiro, a Guarda Municipal vem realizando trabalho preventivo na região do Morro do Cristo, proporcionando maior sensação de segurança tanto para quem usa o caminho para passeios ecológicos quanto para os moradores do seu entorno. As rondas atuam ainda no monitoramento ambiental e na valorização do aspecto histórico e cultural da área.
Além de ser uma atividade de segurança pública, o trabalho tem obtido grande êxito na mudança de percepção da comunidade sobre o patrimônio. Após a implantação do projeto cresceu o número de pessoas que passaram a fazer incursões pelas trilhas, reconhecendo a importância histórica do lugar. Assim, a Guarda Municipal vem contribuindo para que novas formas de aproveitamento consciente possam ser colocadas em prática, a bem da memória do município.
O projeto foi tão bem sucedido que, de uma experiência de apenas 60 dias, passou a ter caráter permanente. O “Trilhas do Imperador” é realizado por guardas municipais voluntários em dias e horários alternados. Eles percorrem a trilha, que tem início no alto da Rua Constantino Paleta e termina no Mirante do Cristo, fazendo levantamento da situação, controlando a prática de atos ilícitos e orientando os frequentadores. A proteção ao meio ambiente nas áreas de responsabilidade do município está prevista como uma das funções da Guarda Municipal.
Caminhadas ecológicas e plantio de mudas da mata nativa já foram realizadas como ação de sensibilização. Houve ampla participação da comunidade, de estudantes e de órgãos da Prefeitura como o Demlurb, a Agenda-JF e a Defesa Civil. Eles foram convidados a viver uma experiência única, em contato com a natureza e uma vista privilegiada, mas também levados a uma nova forma de olhar a cidade e com ela se relacionar.
*Informações com a Assessoria de Comunicação da SARH, pelo telefone 3690-8552.
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E RECURSOS HUMANOS
"Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens" Salmos 115:16. Muitas são as leis do homem para preservar o meio ambiente, mas Deus nos alerta a cuidarmos da terra que Ele nos deu para sobrevivência, portanto, além de conscientização é uma obrigação cumprirmos a lei do Senhor. Não polua, não desperdice, não ignore, a responsabilidade é de cada um.
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Desafios da química ambiental
Da agência FAPESP. muito boa a entrevista, de certo modo abrange alguns pontos que os gestores ambientais terão como grandes dificuldades no futuro.
Desafios da química ambiental
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – “É preciso conhecer os limites do planeta e definir melhor o que se entende por sustentabilidade”, disse Arnaldo Alves Cardoso, professor do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que coordena o projeto de pesquisa Effects of emissions on current and future rainfall patterns in Southeast Brazil, apoiado pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).
Segundo Cardoso, o desenvolvimento econômico dos países traz com ele o aumento no consumo de produtos e serviços, o que causa uma contradição: quanto mais rica uma nação se torna, maior será o impacto que ela provocará sobre o planeta.
Como exemplo, citou dados da Energy Information Administration (EIA) dos Estados Unidos, segundo os quais o país consumiu 71,4 exajoules de energia em 2006, enquanto o Brasil consumiu 8 exajoules e Moçambique, 0,207 exajoule, no mesmo período.
“Ou seja, Moçambique leva 345 anos para consumir a quantidade de energia que os Estados Unidos gastam em apenas um ano”, comparou Cardoso, para quem os desejos de consumo também provocam uma contradição.
“Queremos ter um belo carro, morar em um grande apartamento voltado para uma floresta e, de preferência, perto de uma praia ou cachoeira. E não nos damos conta de que o avanço dos padrões de consumo está exaurindo o planeta”, disse Cardoso.
O pesquisador destacou o artigo A safe operating space for humanity, escrito pelo grupo de Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, Suécia, publicado na edição de setembro de 2009 da revista Nature.
O artigo listou nove limites críticos para a sustentabilidade do planeta: mudanças climáticas; perda da biodiversidade; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; acidificação dos oceanos; e perda do ozônio estratosférico.
Três áreas já teriam ultrapassado o limite da sustentabilidade: mudanças climáticas, perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio. A expansão da agricultura seria, na opinião do professor da Unesp, um dos fatores que mais afetam o planeta. “A agricultura é uma atividade que influencia todos os nove limites divulgados no artigo de Rockström e colegas”, disse Cardoso à Agência FAPESP.
Utilizado nas lavouras como fertilizante, o nitrogênio é importado por vários países agrícolas, incluindo o Brasil, e apenas parte desse elemento é incorporado ao produto. A maior quantidade fica no ambiente em que é aplicado.
“As plantas absorvem, no máximo, 30% do nitrogênio aplicado no solo e todo o excedente fica no país que utiliza o fertilizante”, disse o professor, que também coordena o projeto Deposição atmosférica de espécies químicas nitrogenadas em corpos de água superficial, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
Além de ser um importante contaminante e formador do óxido nitroso, um dos mais poderosos gases de efeito estufa, o nitrogênio também tem sido extraído da natureza de maneira desequilibrada, segundo Cardoso.
Em 1990, quando a produção mundial de nitrogênio atingiu 80 milhões de toneladas, o homem igualou a capacidade natural do planeta de utilizar esse elemento. Desde então, com índices crescentes de 156 milhões de toneladas em 1995 e 187 milhões em 2005, mais nitrogênio tem sido retirado da natureza, o que pode levar à escassez do elemento fundamental para a produção de alimentos e de bioenergia.
“O nitrogênio tem um papel fundamental na agricultura. Sem ele, cerca de 3 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não estariam aqui hoje”, disse Cardoso, explicando que o elemento foi crucial na chamada revolução verde, proporcionando, por exemplo, um salto na produção de trigo na Índia de 12 milhões de toneladas, em 1965, para 73,5 milhões de toneladas em 1999.
Esse é um problema a ser enfrentado também na produção de biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol da cana-de-açúcar, de acordo com o cientista.
Esgoto terciário Cardoso destacou outro fator de forte impacto ambiental, especialmente no Brasil: a falta de tratamento de esgoto. Segundo o Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS), em 2004 apenas 32,5% do esgoto produzido no Brasil recebia algum tipo de tratamento.
Além disso, a parte do esgoto que é tratada não retira as moléculas mais complexas. “Aquilo que chamamos de água limpa que sai dos tratamentos contém fármacos, hormônios, nitratos, sulfatos e fosfatos – e esses últimos vão para os rios gerando a proliferação de algas”, disse.
“Não sou contra o tratamento atual de esgoto, que é um serviço muito importante, mas é preciso dizer que ele precisa ser aperfeiçoado”, afirmou o professor, ressaltando que é crucial investir em tecnologia para que a química consiga atingir também o chamado nível terciário de tratamento de esgoto, que ataca essas substâncias.
Em relação ao consumo de energia, Cardoso coloca um vilão ambiental muito encontrado nas grandes cidades: a combustão. “Toda combustão é um processo de quebra e reorganização e produz sempre óxido de nitrogênio, composto envolvido na formação do ozônio”, explicou.
Importante elemento da alta atmosfera, por servir de filtro aos raios solares ultravioleta, na baixa atmosfera o ozônio pode ser nocivo. Cardoso citou uma medição feita em Araraquara, que apontou o aumento da presença desse gás na cidade.
O grupo de pesquisa da Unesp encontrou quase 70 partes por bilhão (ppb) na cidade paulista, enquanto o índice máximo recomendado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos é de 75 ppb.
Com a combustão provocada principalmente por indústrias e veículos, o ozônio tem subido a taxas de 1% a 2% ao ano em áreas remotas. “Precisamos conhecer as consequências disso, mas ninguém está falando desse problema”, disse.
Outro subproduto da combustão é o nitrogênio. Sua deposição a partir da atmosfera tem provocado a eutrofização dos oceanos, que é a proliferação de algas, e o aumento da acidez dos mares devido à formação de ácido nítrico.
Para Cardoso, contornar esses obstáculos requer uma participação dos químicos e de mais divulgação sobre essa matéria para a população. “Plantar uma árvore que exala aromas em um grande centro, por exemplo, pode piorar a qualidade do ar, pois ao exalar compostos orgânicos voláteis ela vai contribuir para formar mais ozônio”, disse.
Desenvolver tecnologias para o tratamento de esgoto terciário, criar fertilizantes inteligentes que sejam liberados conforme a capacidade de absorção das plantas, pesquisas de alternativas energéticas que dispensem a combustão, buscar alternativas para reduzir as emissões de orgânicos voláteis são algumas pautas sugeridas por Cardoso para os profissionais da química.
O professor ainda defende uma revisão do ensino de química em todos os níveis de formação. “É preciso que esses problemas também sejam colocados em sala de aula, para que os alunos sintam que a química está muito mais relacionada com o nosso cotidiano do que se imagina”, disse.
Desafios da química ambiental
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – “É preciso conhecer os limites do planeta e definir melhor o que se entende por sustentabilidade”, disse Arnaldo Alves Cardoso, professor do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que coordena o projeto de pesquisa Effects of emissions on current and future rainfall patterns in Southeast Brazil, apoiado pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).
Segundo Cardoso, o desenvolvimento econômico dos países traz com ele o aumento no consumo de produtos e serviços, o que causa uma contradição: quanto mais rica uma nação se torna, maior será o impacto que ela provocará sobre o planeta.
Como exemplo, citou dados da Energy Information Administration (EIA) dos Estados Unidos, segundo os quais o país consumiu 71,4 exajoules de energia em 2006, enquanto o Brasil consumiu 8 exajoules e Moçambique, 0,207 exajoule, no mesmo período.
“Ou seja, Moçambique leva 345 anos para consumir a quantidade de energia que os Estados Unidos gastam em apenas um ano”, comparou Cardoso, para quem os desejos de consumo também provocam uma contradição.
“Queremos ter um belo carro, morar em um grande apartamento voltado para uma floresta e, de preferência, perto de uma praia ou cachoeira. E não nos damos conta de que o avanço dos padrões de consumo está exaurindo o planeta”, disse Cardoso.
O pesquisador destacou o artigo A safe operating space for humanity, escrito pelo grupo de Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, Suécia, publicado na edição de setembro de 2009 da revista Nature.
O artigo listou nove limites críticos para a sustentabilidade do planeta: mudanças climáticas; perda da biodiversidade; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; acidificação dos oceanos; e perda do ozônio estratosférico.
Três áreas já teriam ultrapassado o limite da sustentabilidade: mudanças climáticas, perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio. A expansão da agricultura seria, na opinião do professor da Unesp, um dos fatores que mais afetam o planeta. “A agricultura é uma atividade que influencia todos os nove limites divulgados no artigo de Rockström e colegas”, disse Cardoso à Agência FAPESP.
Utilizado nas lavouras como fertilizante, o nitrogênio é importado por vários países agrícolas, incluindo o Brasil, e apenas parte desse elemento é incorporado ao produto. A maior quantidade fica no ambiente em que é aplicado.
“As plantas absorvem, no máximo, 30% do nitrogênio aplicado no solo e todo o excedente fica no país que utiliza o fertilizante”, disse o professor, que também coordena o projeto Deposição atmosférica de espécies químicas nitrogenadas em corpos de água superficial, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
Além de ser um importante contaminante e formador do óxido nitroso, um dos mais poderosos gases de efeito estufa, o nitrogênio também tem sido extraído da natureza de maneira desequilibrada, segundo Cardoso.
Em 1990, quando a produção mundial de nitrogênio atingiu 80 milhões de toneladas, o homem igualou a capacidade natural do planeta de utilizar esse elemento. Desde então, com índices crescentes de 156 milhões de toneladas em 1995 e 187 milhões em 2005, mais nitrogênio tem sido retirado da natureza, o que pode levar à escassez do elemento fundamental para a produção de alimentos e de bioenergia.
“O nitrogênio tem um papel fundamental na agricultura. Sem ele, cerca de 3 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não estariam aqui hoje”, disse Cardoso, explicando que o elemento foi crucial na chamada revolução verde, proporcionando, por exemplo, um salto na produção de trigo na Índia de 12 milhões de toneladas, em 1965, para 73,5 milhões de toneladas em 1999.
Esse é um problema a ser enfrentado também na produção de biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol da cana-de-açúcar, de acordo com o cientista.
Esgoto terciário Cardoso destacou outro fator de forte impacto ambiental, especialmente no Brasil: a falta de tratamento de esgoto. Segundo o Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS), em 2004 apenas 32,5% do esgoto produzido no Brasil recebia algum tipo de tratamento.
Além disso, a parte do esgoto que é tratada não retira as moléculas mais complexas. “Aquilo que chamamos de água limpa que sai dos tratamentos contém fármacos, hormônios, nitratos, sulfatos e fosfatos – e esses últimos vão para os rios gerando a proliferação de algas”, disse.
“Não sou contra o tratamento atual de esgoto, que é um serviço muito importante, mas é preciso dizer que ele precisa ser aperfeiçoado”, afirmou o professor, ressaltando que é crucial investir em tecnologia para que a química consiga atingir também o chamado nível terciário de tratamento de esgoto, que ataca essas substâncias.
Em relação ao consumo de energia, Cardoso coloca um vilão ambiental muito encontrado nas grandes cidades: a combustão. “Toda combustão é um processo de quebra e reorganização e produz sempre óxido de nitrogênio, composto envolvido na formação do ozônio”, explicou.
Importante elemento da alta atmosfera, por servir de filtro aos raios solares ultravioleta, na baixa atmosfera o ozônio pode ser nocivo. Cardoso citou uma medição feita em Araraquara, que apontou o aumento da presença desse gás na cidade.
O grupo de pesquisa da Unesp encontrou quase 70 partes por bilhão (ppb) na cidade paulista, enquanto o índice máximo recomendado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos é de 75 ppb.
Com a combustão provocada principalmente por indústrias e veículos, o ozônio tem subido a taxas de 1% a 2% ao ano em áreas remotas. “Precisamos conhecer as consequências disso, mas ninguém está falando desse problema”, disse.
Outro subproduto da combustão é o nitrogênio. Sua deposição a partir da atmosfera tem provocado a eutrofização dos oceanos, que é a proliferação de algas, e o aumento da acidez dos mares devido à formação de ácido nítrico.
Para Cardoso, contornar esses obstáculos requer uma participação dos químicos e de mais divulgação sobre essa matéria para a população. “Plantar uma árvore que exala aromas em um grande centro, por exemplo, pode piorar a qualidade do ar, pois ao exalar compostos orgânicos voláteis ela vai contribuir para formar mais ozônio”, disse.
Desenvolver tecnologias para o tratamento de esgoto terciário, criar fertilizantes inteligentes que sejam liberados conforme a capacidade de absorção das plantas, pesquisas de alternativas energéticas que dispensem a combustão, buscar alternativas para reduzir as emissões de orgânicos voláteis são algumas pautas sugeridas por Cardoso para os profissionais da química.
O professor ainda defende uma revisão do ensino de química em todos os níveis de formação. “É preciso que esses problemas também sejam colocados em sala de aula, para que os alunos sintam que a química está muito mais relacionada com o nosso cotidiano do que se imagina”, disse.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Concurso infanto-juvenil sobre biodiversidade
O Museu da Vida da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, e o Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) promovem o concurso Biodiversidade, que avaliará trabalhos sobre o Brasil.
A competição, que aceitará trabalhos até o dia 1º de setembro, é divida em duas categorias: “Animais e plantas na ponta do lápis”, que selecionará desenhos de crianças de 7 a 12 anos; e “A biodiversidade por trás da câmera”, direcionada a jovens de 13 a 17 anos, que participarão com até três fotografias sobre o tema.
O primeiro lugar de cada uma das categorias ganhará uma viagem, com direito a um acompanhante adulto, para conhecer espaços de ciência no Brasil.
O vencedor poderá escolher uma opção entre as alternativas oferecidas: Rio de Janeiro, para conhecer as instalações do Museu da Vida e do Jardim Botânico; Porto Alegre, com direito a visita ao Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e ao Planetário da UFRGS; Belém, para visitar o Museu Paraense Emilio Goeldi; ou São Paulo, com Estação Ciência e Instituto Butantan.
Mais informações: concursobiodiversidade@fiocruz.br ou www.museudavida.fiocruz.br.
*Agência Fapesp
A competição, que aceitará trabalhos até o dia 1º de setembro, é divida em duas categorias: “Animais e plantas na ponta do lápis”, que selecionará desenhos de crianças de 7 a 12 anos; e “A biodiversidade por trás da câmera”, direcionada a jovens de 13 a 17 anos, que participarão com até três fotografias sobre o tema.
O primeiro lugar de cada uma das categorias ganhará uma viagem, com direito a um acompanhante adulto, para conhecer espaços de ciência no Brasil.
O vencedor poderá escolher uma opção entre as alternativas oferecidas: Rio de Janeiro, para conhecer as instalações do Museu da Vida e do Jardim Botânico; Porto Alegre, com direito a visita ao Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e ao Planetário da UFRGS; Belém, para visitar o Museu Paraense Emilio Goeldi; ou São Paulo, com Estação Ciência e Instituto Butantan.
Mais informações: concursobiodiversidade@fiocruz.br ou www.museudavida.fiocruz.br.
*Agência Fapesp
Sua ideia para reciclagem de PET pode valer prêmio de R$ 5 mil
Inscrição de trabalhos para a 11ª edição da Ecopet vai até o dia 30 de agosto
Terminam no fim deste mês as inscrições para a 11ª. Edição do Prêmio Ecopet de Incentivo à Reciclagem, realizado pela Abipet (Associação Brasileira da Indústria do Pet). Os prêmios variam de um computador a prêmios em dinheiro entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, de acordo com a categoria.
A premiação visa estimular boas idéias de uso do Pet reciclado. Além do prêmio em dinheiro, os vencedores terão seu projeto divulgado no site da Abipet.
Em relação ao ano passado, a novidade desta edição é a inclusão da categoria Arte e Moda, para artigos de confecção e/ou realizados artesanalmente a partir de garrafas Pet. O prêmio desse quesito é de R$ 1 mil para o projeto vencedor.
As outras cinco categorias – Ação da Empresa (R$ 2 mil); Coleta e Separação (R$ 5 mil); Educação Ambiental (R$ 2 mil); Pesquisa e Processos Inovadores (R$ 2 mil) e Reportagem Ambiental (um computador).
A ficha de inscrição com as instruções está no site da associação, abipet.org.br.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Lula quer agilizar licenciamento ambiental, diz ministro de Relações Institucionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira dos ministros uma proposta de reformulação dos procedimentos internos do governo para agilizar a liberação de licenças ambientais, afirmou o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
Segundo o ministro, Lula fez o pedido naquela que deve ser sua penúltima reunião ministerial. Setores do governo e do empresariado culpam a demora na liberação de licenças ambientais pelas dificuldades em acelerar a execução de obras de infraestrutura.
Até setembro ele quer um conjunto de revisão de procedimentos internos dos órgãos envolvidos para que a gente acelere o processo de licenciamento ambiental“, afirmou Padilha a jornalistas após o encontro. Reportagem de Fernando Exman, da Agência Reuters.
Esta é a vigésima sexta reunião deste tipo e Lula disse que fará mais uma antes de seu governo acabar, em dezembro. Neste ano, é a terceira vez que o presidente reúne toda sua equipe.
De acordo com o ministro de Relações Institucionais, o presidente informou ainda que pretende enviar ao Congresso até o fim do ano propostas de marcos regulatórios para o setor de mineração e os meios de comunicação. Quer também concluir a regulamentação de todos os marcos regulatórios já aprovados e que carecem de regras complementares para entrarem em vigor, como a nova lei de resíduos sólidos.
HORA DA COLHEITA
Lula também exigiu empenho dos ministros nos meses finais do governo. “Ele quer entregar tudo aquilo que ele se comprometeu e plantou… não é hora de inventar novas ações“, explicou Padilha.
O presidente destacou a Casa Civil para monitorar o desempenho dos ministérios e informou que também se dedicará pessoalmente à iniciativa.
Ele elencou como prioridades a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ações nas áreas de educação, inovação tecnológica industrial e agrícola, saúde e o plano de investimentos da Petrobras, disse Padilha.
“Não falta dinheiro para acelerar as obras do PAC.”
No front externo, Lula disse aos ministros que pretende trabalhar na presidência temporária do Mercosul para consolidar o bloco.
Além de Lula e do vice-presidente da República, José Alencar, todos os ministérios ou órgãos com esse status tinham representantes na reunião. Apenas o Ministério das Comunicações, a Secretaria de Direitos Humanos, e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência enviaram os ministros interinos.
Reportagem da Agência Reuters, no UOL Notícias.
Segundo o ministro, Lula fez o pedido naquela que deve ser sua penúltima reunião ministerial. Setores do governo e do empresariado culpam a demora na liberação de licenças ambientais pelas dificuldades em acelerar a execução de obras de infraestrutura.
Até setembro ele quer um conjunto de revisão de procedimentos internos dos órgãos envolvidos para que a gente acelere o processo de licenciamento ambiental“, afirmou Padilha a jornalistas após o encontro. Reportagem de Fernando Exman, da Agência Reuters.
Esta é a vigésima sexta reunião deste tipo e Lula disse que fará mais uma antes de seu governo acabar, em dezembro. Neste ano, é a terceira vez que o presidente reúne toda sua equipe.
De acordo com o ministro de Relações Institucionais, o presidente informou ainda que pretende enviar ao Congresso até o fim do ano propostas de marcos regulatórios para o setor de mineração e os meios de comunicação. Quer também concluir a regulamentação de todos os marcos regulatórios já aprovados e que carecem de regras complementares para entrarem em vigor, como a nova lei de resíduos sólidos.
HORA DA COLHEITA
Lula também exigiu empenho dos ministros nos meses finais do governo. “Ele quer entregar tudo aquilo que ele se comprometeu e plantou… não é hora de inventar novas ações“, explicou Padilha.
O presidente destacou a Casa Civil para monitorar o desempenho dos ministérios e informou que também se dedicará pessoalmente à iniciativa.
Ele elencou como prioridades a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ações nas áreas de educação, inovação tecnológica industrial e agrícola, saúde e o plano de investimentos da Petrobras, disse Padilha.
“Não falta dinheiro para acelerar as obras do PAC.”
No front externo, Lula disse aos ministros que pretende trabalhar na presidência temporária do Mercosul para consolidar o bloco.
Além de Lula e do vice-presidente da República, José Alencar, todos os ministérios ou órgãos com esse status tinham representantes na reunião. Apenas o Ministério das Comunicações, a Secretaria de Direitos Humanos, e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência enviaram os ministros interinos.
Reportagem da Agência Reuters, no UOL Notícias.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Surge outro projeto de reforma
Ministério do Meio Ambiente anunciou proposta que não anistia desmatadores
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou ontem que o ministério deve entregar ao Congresso Nacional até o fim do ano um substitutivo ao polêmico relatório que reforma o Código Florestal Brasileiro, apresentado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e aprovado em comissão especial na Câmara dos Deputados. A proposta em tramitação na Câmara revê pontos restritivos da legislação ambiental.
“Estamos em período eleitoral e há um interesse muito grande em votar mudanças no Código Florestal ainda neste ano. Então, queremos colocar uma nova proposta na mesa. Oferecer ao governo e ao Congresso uma nova proposta de lei”, disse a ministra Izabella Teixeira, após o lançamento de um movimento que institui uma agenda positiva com empresas, em São Paulo.
Segundo Izabella, o texto de Rebelo (que gerou controvérsia por anistiar produtores rurais que fizeram desmatamentos ilegais até julho de 2008), prejudica compromissos assumidos pelo País, como as metas de redução dos gases de efeito estufa, e pode prejudicar as negociações brasileiras na Cúpula da Biodiversidade (COP 10), que será no Japão, em outubro.
Na ocasião, o Brasil pretende pleitear recursos internacionais para programas de conservação da fauna e flora.“É inaceitável a ideia de anistiar quem desmatou de propósito. É como se as pessoas que cometeram crimes tributários fossem anistiadas pela Receita Federal”, disse Izabella.
O novo Código Florestal foi aprovado em comissão especial da Câmara em julho e deve ser votado pelo Congresso após as eleições. Entre outras medidas criticadas por ambientalistas, reduz de 30 para 15 metros a área de proteção mínima em margens de rios, além de propor a anistia.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, garantiu estar “extremamente satisfeito” com o projeto de Aldo Rebelo e criticou uma possível interferência do governo na questão. “Não podemos nem devemos usurpar competências que são do Congresso, e todas as boas sugestões sobre o tema foram levadas às audiências públicas”.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou ontem que o ministério deve entregar ao Congresso Nacional até o fim do ano um substitutivo ao polêmico relatório que reforma o Código Florestal Brasileiro, apresentado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e aprovado em comissão especial na Câmara dos Deputados. A proposta em tramitação na Câmara revê pontos restritivos da legislação ambiental.
“Estamos em período eleitoral e há um interesse muito grande em votar mudanças no Código Florestal ainda neste ano. Então, queremos colocar uma nova proposta na mesa. Oferecer ao governo e ao Congresso uma nova proposta de lei”, disse a ministra Izabella Teixeira, após o lançamento de um movimento que institui uma agenda positiva com empresas, em São Paulo.
Segundo Izabella, o texto de Rebelo (que gerou controvérsia por anistiar produtores rurais que fizeram desmatamentos ilegais até julho de 2008), prejudica compromissos assumidos pelo País, como as metas de redução dos gases de efeito estufa, e pode prejudicar as negociações brasileiras na Cúpula da Biodiversidade (COP 10), que será no Japão, em outubro.
Na ocasião, o Brasil pretende pleitear recursos internacionais para programas de conservação da fauna e flora.“É inaceitável a ideia de anistiar quem desmatou de propósito. É como se as pessoas que cometeram crimes tributários fossem anistiadas pela Receita Federal”, disse Izabella.
O novo Código Florestal foi aprovado em comissão especial da Câmara em julho e deve ser votado pelo Congresso após as eleições. Entre outras medidas criticadas por ambientalistas, reduz de 30 para 15 metros a área de proteção mínima em margens de rios, além de propor a anistia.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, garantiu estar “extremamente satisfeito” com o projeto de Aldo Rebelo e criticou uma possível interferência do governo na questão. “Não podemos nem devemos usurpar competências que são do Congresso, e todas as boas sugestões sobre o tema foram levadas às audiências públicas”.
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